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PolíciaBrasil

Justiça de SP torna ré PM acusada de matar mulher desarmada na Cidade Tiradentes

Ministério Público pede ainda R$ 1 milhão de reparação à família de Thawanna da Silva Salmázio, baleada em 3 de abril.

Redação Bairrista · Repórter de Polícia · · 2 min de leitura

Detalhe de colete de policial militar de São Paulo com câmera corporal e distintivo da PM paulista.
Foto: Divulgação/Agência Brasil

A Justiça de São Paulo aceitou a denúncia do Ministério Público e tornou ré a soldado da Polícia Militar Yasmin Cursino Ferreira pela morte de Thawanna da Silva Salmázio, de 31 anos. A decisão é de segunda (19). O crime ocorreu na Cidade Tiradentes, na Zona Leste da capital paulista.

Com o recebimento da denúncia, a policial passa a responder por homicídio triplamente qualificado: motivo fútil, meio cruel e recurso que dificultou a defesa da vítima. Os promotores Rodolfo Justino de Morais e Lucas de Mello Schaefer também pedem que a Justiça fixe indenização mínima de R$ 1 milhão aos familiares.

Tiro veio depois de discussão com o casal

A denúncia do MP-SP diz que tudo começou na madrugada de 3 de abril. Uma viatura da PM atingiu o braço do companheiro de Thawanna. Depois da discussão, a policial disparou contra a mulher com uma arma calibre.40. O tiro pegou no abdômen.

Para a Promotoria, não havia situação que justificasse o uso de força letal, e Thawanna estava desarmada. O meio cruel é atribuído ao fato de ela ter ficado cerca de 30 minutos consciente e em sofrimento, sem que fosse prestado socorro.

Corregedoria descartou legítima defesa

Em setembro, a Corregedoria da PM concluiu que a soldado teve intenção de matar. O relatório apontou indícios de homicídio doloso qualificado e não identificou elementos de legítima defesa. As imagens da câmera corporal de um dos policiais foram consideradas fundamentais para a investigação. O relatório foi encaminhado à Justiça Militar.

Yasmin alega que foi agredida por Thawanna. Os depoimentos, porém, divergem.

Na ocasião, o advogado da policial afirmou que o relatório da Corregedoria é meramente opinativo e foi feito sem contraditório. Disse ainda que a Justiça Militar não tem competência para julgar crime doloso contra a vida praticado por PM contra civil. A policial está afastada.

O recebimento da denúncia abre a ação penal e não é condenação. As acusações serão analisadas ao longo do processo.

Perguntas frequentes

Quem é a policial que virou ré pela morte de Thawanna Salmázio?

É a soldado da Polícia Militar Yasmin Cursino Ferreira, acusada de homicídio triplamente qualificado, segundo o MP-SP.

Quanto o Ministério Público pede de indenização à família?

Os promotores pedem indenização mínima de R$ 1 milhão aos familiares de Thawanna.

A policial foi condenada?

Não. O recebimento da denúncia abre a ação penal e não é condenação; as acusações serão analisadas ao longo do processo.

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