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Polícia apura cobrança do Tigrinho no perfil de mulher achada morta em Novo Hamburgo

O delegado Anderson Hermel ouviu o marido da vítima, de 43 anos, e investiga se houve ameaça ou extorsão. O valor da dívida com agiotas não foi divulgado.

Redação Bairrista · Repórter de Polícia · · 2 min de leitura · feita com IA, checada pela redação

Imagem: Bairrista/IA. Ilustração sobre: Symbolic, non-literal editorial illustration (no reenactment of the event, no people): A smartphone lying face-down on a dim wooden table, i
Ilustração: Bairrista/IA

A Polícia Civil investiga se comentários no perfil de uma mulher de 43 anos, achada morta em casa em Novo Hamburgo, são cobranças de dívidas do Jogo do Tigrinho. As postagens foram feitas na quarta-feira (14), dia em que ela foi encontrada morta, e eram dirigidas ao marido dela.

A apuração mira dois pontos: as circunstâncias da morte e as ameaças que a família relata. A mulher foi encontrada no bairro Canudos, por volta das 12h30 de quarta, e sepultada na quinta-feira (15). O nome dela não será divulgado, para preservar a família, que também seria alvo de perseguição e ameaças atribuídas a agiotas.

Comentários cobram o marido

Em uma das publicações, o autor fala em dívida com os "guris". Os comentários já estão com a Polícia Civil, que pretende identificar quem os escreveu e descobrir a origem das cobranças.

Na sexta-feira (16), o delegado Anderson Hermel, da Delegacia de Homicídios, instaurou inquérito para investigar se as ameaças sofridas pela mulher e pelos familiares têm relação com a morte. A polícia também quer saber se houve outros crimes ligados às cobranças. Hermel deve enviar os registros das postagens à 2ª Delegacia de Polícia de Novo Hamburgo, que poderá apurar especificamente ameaças e extorsões.

A causa oficial da morte não foi divulgada. Segundo o delegado, em casos de suicídio a polícia investiga, via de regra, se houve induzimento, auxílio ou instigação.

Marido diz que ajudou a pagar agiotas

A equipe já ouviu uma testemunha, o marido, e Hermel afirma que a investigação ainda é muito recente. Segundo o delegado, o marido contou que a mulher apostava e pedia dinheiro havia três anos, e que ele teria ajudado a pagar os agiotas algumas vezes. A Polícia Civil não divulgou o valor das dívidas que estariam sendo cobradas.

O delegado também faz um alerta ao público. Para ele, as pessoas precisam entender que o jogo é "uma fraude e que as pessoas só perdem dinheiro".

Caso em Igrejinha é investigado à parte

O caso de Novo Hamburgo é o segundo na região na mesma semana em que uma mulher é achada morta após acumular dívidas de apostas on-line. Em Igrejinha, no Vale do Paranhana, uma mulher de 49 anos foi encontrada com um tiro no peito na tarde de domingo (11). O delegado Fábio Idalgo, responsável pelo caso, diz que a família relatou ameaças de um agiota por dívidas do Jogo do Tigrinho. Nenhuma hipótese foi descartada, e a polícia também considera que ela possa ter tirado a própria vida. As fontes consultadas não apontam vínculo entre os dois inquéritos.

Quem recebe ameaça ou cobrança abusiva de dívida pode registrar ocorrência em qualquer delegacia da Polícia Civil. Quem precisa de apoio emocional pode ligar de graça, 24 horas por dia, para o Centro de Valorização da Vida (CVV), pelo 188.

Perguntas frequentes

Onde registrar ameaça ou cobrança abusiva de dívida?

Em qualquer delegacia da Polícia Civil.

Onde pedir apoio emocional?

No CVV, pelo 188, de graça e 24 horas por dia.

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