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PolíciaBrasil

PF prende seis na 8ª fase da Unha e Carne; 112 empresas têm atividades suspensas no RJ

Entre os presos estão o deputado estadual eleito Márcio Canella e o delegado Marcus Amim, ex-secretário de Polícia Civil; a PF diz que o grupo movimentou mais de R$ 7,6 bilhões em seis anos.

Redação Bairrista · 15 de outubro de 2026 às 09:56 · 2 min de leitura

Imagem de Estela Neto (Wikimedia Commons) que ilustra a matéria sobre a Operação Unha e Carne, da Polícia Federal
Foto: Estela Neto / Wikimedia Commons (CC BY-SA 4.0)

A Polícia Federal deflagrou nesta quinta (15) a oitava fase da Operação Unha e Carne no Rio de Janeiro. A ação cumpriu seis mandados de prisão preventiva e 16 de busca e apreensão em sete municípios, e os seis alvos de prisão foram detidos.

A Justiça determinou o sequestro de bens e valores e a suspensão das atividades econômicas de 112 empresas ligadas à rede de lavagem de dinheiro.

A operação não tem alvo no Rio Grande do Sul. As diligências ficaram todas no estado do Rio.

Quem foi preso e quem mandou prender

Foram presos o deputado estadual eleito Márcio Canella (União Brasil), ex-prefeito de Belford Roxo, e o delegado Marcus Amim, ex-secretário de Polícia Civil do Rio. As prisões foram determinadas pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal. Canella foi preso em casa, em um condomínio na Barra da Tijuca.

A fase dá continuidade a uma etapa anterior, em julho, quando Canella e Amim foram alvos de mandados de busca e apreensão. A Corregedoria da Polícia Civil acompanhou as ordens cumpridas contra os policiais civis investigados.

Rede de 96 postos movimentou R$ 7,6 bilhões

Segundo a PF, o objetivo é desarticular uma organização criminosa armada. O grupo é suspeito de usar uma rede de postos de combustíveis na Região Metropolitana do Rio para lavar dinheiro. A corporação afirma que o grupo conta com agentes públicos e articulação político-institucional.

Das 112 empresas com atividades suspensas, 96 são postos de combustíveis. Segundo a PF, eles serviam para camuflar e dar aparência legal a recursos de origem criminosa. O esquema teria movimentado mais de R$ 7,6 bilhões nos últimos seis anos, conforme Relatório de Inteligência Financeira do Coaf enviado à PF.

As diligências ocorreram no Rio de Janeiro, Niterói, Angra dos Reis, Petrópolis, Armação dos Búzios, Nova Iguaçu e São Gonçalo.

Lista inclui lavagem, corrupção e cartel

Conforme a PF, os investigados poderão responder por organização criminosa armada e lavagem de dinheiro, cada um na medida de sua responsabilidade. A lista inclui ainda corrupção ativa e passiva, violação de sigilo funcional, venda ilegal de combustíveis e formação de cartel.

A ação integra a Força-Tarefa Missão Redentor II, coordenada pela PF para desarticular organizações criminosas no Rio.

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