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Polícia

PF prende Márcio Canella, 2º deputado mais votado do RJ, e ex-chefe da Polícia Civil

Ordem é do ministro Alexandre de Moraes, do STF; operação mira rede de 96 postos de combustíveis suspeita de lavar R$ 7,6 bilhões em seis anos.

Redação Bairrista · 15 de outubro de 2026 às 09:46 · 2 min de leitura

Márcio Canella, deputado estadual eleito do Rio de Janeiro, preso pela Polícia Federal na Operação Unha e Carne. Foto: Divulgação
Foto: Divulgação/Www

A Polícia Federal prendeu nesta quinta (15) o deputado estadual eleito Márcio Canella (União Brasil) e o delegado Marcus Vinicius Amim Fernandes, ex-secretário de Polícia Civil do Rio de Janeiro. As prisões fazem parte da 8ª fase da Operação Unha e Carne, e a ordem veio do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF).

A fase prevê seis prisões e 16 mandados de busca e apreensão em sete municípios fluminenses.

Coaf aponta R$ 7,6 bilhões movimentados em seis anos

Moraes também mandou sequestrar bens e valores e suspender as atividades de 112 empresas investigadas. Desse total, 96 são postos de combustíveis que, segundo a PF, serviriam para lavar dinheiro.

A investigação começou com um relatório de inteligência do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf), que identificou movimentações de R$ 7,6 bilhões em seis anos. Os crimes investigados incluem lavagem de dinheiro, corrupção ativa e passiva e formação de cartel, com suspeita de participação de agentes públicos. São suspeitas, não condenações.

Também estão entre os alvos de prisão quatro inspetores da Polícia Civil: Christiano Gaspar Fernandes, Giovanni Gaspar Fernandes, José Carlos Alves de Souza Júnior e Pablo Jukia Felix Ferreira, o Pablo Russo.

Canella teve 197.178 votos em 4 de outubro

Canella foi o segundo deputado estadual mais votado do Rio nas eleições de 4 de outubro, com 197.178 votos. Ex-prefeito de Belford Roxo, ele se elegeu para o quarto mandato na Assembleia Legislativa do Rio (Alerj). A Procuradoria Regional Eleitoral havia questionado a candidatura. Ele foi preso em um condomínio na Barra da Tijuca.

Não é a primeira prisão do deputado na operação. Em 7 de julho, ele foi preso em flagrante depois que agentes acharam um fuzil calibre 5,56 no carro dele. A defesa afirmou que a arma era de um policial militar da escolta. Moraes trocou a prisão por medidas cautelares e, depois, revogou essas restrições.

A defesa de Canella e a Alerj não haviam se manifestado sobre a prisão até a publicação desta matéria.

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