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PF diz que Flávio não é foragido; NYT liga assessor de Trump ao jato para Miami

Polícia Federal pediu ao STF a apreensão dos passaportes no dia 25 e apura o descumprimento da ordem; a carta do senador alega fraude sem apresentar provas.

Redação Bairrista · Repórter de Política · · 2 min de leitura

Arte: Fachada de prédio público de Brasília com bandeira do Brasil e pessoas caminhando na frente em dia de sol
Arte: Bairrista

A Polícia Federal informou, em nota enviada à imprensa nesta quarta-feira (28), que o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) não é considerado foragido nem é alvo de mandado de prisão. Nesta quinta (29), o jornal The New York Times relatou que o jato usado por ele para chegar aos Estados Unidos foi providenciado por Jason Miller, funcionário de comunicação da Casa Branca e aliado de Donald Trump.

Para o eleitor, o caso mostra que a contestação do resultado que deu a vitória a Lula no segundo turno, domingo (25), vem sem prova, e que a Justiça ainda não aplicou nenhuma medida nova contra o senador depois da viagem.

O que a PF disse na nota

A PF explicou que, no domingo (25), dia do segundo turno, representou ao STF por medidas cautelares: apreensão de passaportes, proibição de saída do país e restrição de contato com outros investigados. O pedido veio depois de a corporação identificar risco de saída do Brasil por Flávio, investigado na PET 16.877/DF.

Na manhã de segunda (26), Flávio foi intimado a entregar passaportes de eventuais outras nacionalidades, o que não ocorreu. Os passaportes comum e diplomático emitidos pelo Brasil foram cancelados, e um alerta migratório foi inserido no sistema Sonar.

A PF afirmou que restrições a documentos de viagem, por si só, não caracterizam a condição de foragido nem autorizam prisão, vigilância permanente ou outras medidas cautelares. A corporação também disse que não há registro oficial de saída do parlamentar pelos postos brasileiros de controle migratório. Segundo a nota, a PF investiga as circunstâncias do descumprimento das ordens judiciais.

O jato, segundo o NYT

De acordo com o jornal americano, Flávio, a mulher e as duas filhas voaram da Argentina na noite de terça (27), fizeram escala para reabastecer no Equador e chegaram a Miami na manhã de quarta (28). O NYT também relata que Trump teria autorizado a entrada temporária da família nos EUA. As duas informações são atribuídas ao jornal e a fontes ouvidas por ele. Não há documento oficial americano que as confirme.

A carta não traz provas

Flávio divulgou a carta na quarta (28), depois de chegar aos EUA. No texto, contesta o resultado e alega fraude na eleição. Na primeira versão, chamou-se de "verdadeiro presidente eleito". Depois trocou a formulação e passou a se descrever como "líder" do país. Manteve as acusações de fraude e de perseguição política.

A carta afirma que Lula teria somado mais de 10 milhões de votos do primeiro para o segundo turno. A afirmação é do senador e não vem acompanhada de documento ou dado que a comprove. A diferença entre Lula e Flávio no segundo turno, segundo reportagens, foi de 4,4 milhões de votos.

Próximos passos

A PF segue com a apuração sobre a saída do país e o descumprimento das ordens do ministro Alexandre de Moraes, do STF. O senador está nos Estados Unidos, e a corporação não pediu a prisão dele até agora.

Saber mais: fontes consultadas (6)

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