Ovinos e caprinos cobram plano nacional contra a scrapie; comprovação leva 7 anos
A Arco quer levar o pedido ao ministro da Agricultura em novembro, e a Secretaria da Agricultura do RS avalia um modelo de controle por compartimentos estaduais.
Por que afeta o RS: A Secretaria da Agricultura do Rio Grande do Sul avalia o modelo de controle por compartimentos estaduais, que depende de coordenação federal.
Redação Bairrista · Repórter de Agro · · 2 min de leitura

A cadeia produtiva de ovinos e caprinos cobra do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) um plano sanitário nacional para controlar a scrapie. A scrapie é uma doença neurodegenerativa transmissível e fatal que afeta ovinos e caprinos. O tema foi debatido na 79ª reunião ordinária da Câmara Setorial da Cadeia Produtiva de Caprinos e Ovinos.
Para o Rio Grande do Sul, o ponto central é o modelo de controle. De acordo com o presidente da Câmara Setorial e da Associação Brasileira de Criadores de Ovinos (Arco), Edemundo Gressler, a Secretaria da Agricultura do RS já avalia a organização por compartimentos estaduais. A implementação dependeria da coordenação do Ministério da Agricultura e da definição do modelo nacional.
Sem programa, falta como provar o status sanitário
Gressler afirma que, sem um programa nacional, fica difícil comprovar as condições sanitárias para vender animais, genética e produtos ovinos e caprinos no exterior. Ele resume a prioridade do setor: "A montagem do plano sanitário específico para controle de scrapie é a nossa grande demanda no momento".
O prazo pesa na cobrança. De acordo com Gressler, o processo pode exigir pelo menos sete anos, e a demora na definição do programa posterga o início desse período. Ele disse: "Não dá mais para esperar, porque o setor está cobrando isso".
Minuta de portaria segue em grupo de trabalho
A reunião analisou uma minuta de portaria para certificar propriedades livres da doença. O texto segue em debate num grupo de trabalho com representantes dos setores público e privado. Não há data para a publicação da portaria.
Segundo Gressler, falta definir as etapas iniciais, os procedimentos operacionais e as exigências sanitárias, como a eventual coleta de amostras dos animais. A lógica já aparece em texto anterior do Ministério sobre a certificação. Nele, a adesão dos criadores seria opcional, e a propriedade teria de cumprir requisitos por no mínimo sete anos. Entre eles estão supervisão de médico veterinário e identificação individual permanente dos animais. No mesmo texto, o Ministério afirmava que a doença não é frequente no Brasil e tem prevalência baixa. O último registro citado ali era de 2016, em Mato Grosso e no Rio de Janeiro.
Arco quer ir ao ministro em novembro
O próximo passo é político. Gressler disse que a Arco pretende pedir, em novembro, uma reunião com o ministro da Agricultura para levar a demanda. A entidade quer que o Ministério defina o formato do plano e os procedimentos para os criadores buscarem a certificação e disputarem mercados no exterior.
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