Ouro sobe 1,1% e volta a US$ 4.148 com dólar e juros dos EUA em queda
Metal quebra sequência de três perdas mesmo após inflação ao consumidor e ao produtor nos EUA virem acima do esperado.
Redação Bairrista · 16 de outubro de 2026 às 02:10 · 2 min de leitura

O ouro à vista subiu 1,1% nesta quinta (15) e chegou a US$ 4.148 por onça, segundo a FXStreet. O metal encerrou três sessões seguidas de perdas, ajudado pelo dólar mais fraco e pelos juros menores dos títulos do Tesouro americano.
O preço do ouro é cotado em dólar e serve de referência para quem busca proteção financeira. A cotação internacional não é o preço do metal vendido no varejo brasileiro. A queda do dólar medida lá fora também não é o câmbio do real: o índice DXY compara a moeda americana com uma cesta de seis rivais.
Dólar e juros recuam
Pela manhã em Nova York, o ouro à vista chegou a subir 1,3%, a US$ 4.156,52.
Os contratos futuros americanos para dezembro avançaram 1,7%, a US$ 4.177,80.
O dólar caiu 0,5%, e o rendimento do título americano de 10 anos chegou à mínima de três semanas.
Segundo a FXStreet, o rendimento do título de 10 anos recuou 10 pontos-base, a 5,089%. O ouro não paga juros. Quando os rendimentos dos títulos caem, o metal fica mais atraente para o investidor.
Inflação veio quente, mas aposta em alta de juros esfriou
O avanço veio apesar de dois dados fortes nos Estados Unidos. O relatório de preços ao consumidor de quarta (14) mostrou aceleração em setembro, puxada pela energia. Já os preços ao produtor subiram 1,3% no mês e 6,3% em um ano, a maior alta mensal desde março de 2022.
Mesmo assim, o mercado via cerca de 29% de chance de alta de juros em outubro pelo Federal Reserve (Fed), o banco central americano. Peter Grant, estrategista sênior de metais da Zaner Metals, disse à Reuters que o mercado começa a perceber que o Fed está de mãos atadas em parte pela situação fiscal.
Dia anterior foi de queda forte
Na quarta, o ouro havia caído. O metal ficou abaixo de US$ 4.100 pela primeira vez desde o início de agosto. A prata chegou a perder até 6% no dia.
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