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PolíticaMundo

ONU relata ataques por toda Gaza e incursão em complexo médico de Ramallah

Ministério da Saúde de Gaza diz que 2.027 pacientes morreram à espera de tratamento ou evacuação médica.

Redação Bairrista · 15 de outubro de 2026 às 09:39 · 2 min de leitura

Imagem ligada à cobertura de Gaza e Cisjordânia. Crédito: أمين / Wikimedia Commons (CC BY-SA 4.0)
Foto: أمين / Wikimedia Commons (CC BY-SA 4.0)

A ONU afirmou nesta quarta (14) que segue preocupada com os ataques israelenses contra civis e áreas habitadas nos territórios palestinos ocupados. O Escritório de Coordenação de Assuntos Humanitários (OCHA) disse que parceiros de segurança registraram, na terça (13) e na quarta, ataques aéreos, bombardeios, explosões de demolição, disparos de navios e tiros em todas as províncias de Gaza, principalmente a oeste da chamada "Linha Amarela".

Os registros ocorrem com o cessar-fogo em vigor na Faixa. A trégua começou em 10 de outubro do ano passado, e a violência continua a produzir vítimas e a limitar a entrada de ajuda.

Mortos e feridos em 24 horas

Autoridades de saúde palestinas informaram que os hospitais de Gaza receberam três mortos e 17 feridos nas 24 horas anteriores ao relato.

O Ministério da Saúde de Gaza também divulgou que 2.027 pacientes morreram enquanto aguardavam tratamento ou evacuação médica. O diretor de assistência médica em Gaza, Mohammed Abu Afash, afirmou que mais de 21 mil pacientes precisariam ser retirados do território para se tratar.

Ajuda não dá conta

A ONU e seus parceiros seguem levando suprimentos a Gaza para a chegada do frio e da chuva. Na terça, entraram combustível, lonas plásticas, roupas de inverno, remédios e material médico.

O OCHA disse que a quantidade é insuficiente para as necessidades da população. Segundo os parceiros do órgão, a falta de recursos e as restrições israelenses limitam as entregas.

Incursão em Ramallah, na Cisjordânia

O Escritório de Direitos Humanos da ONU (OHCHR) disse que forças israelenses invadiram, na terça, sedes de organizações civis palestinas e um complexo médico em Ramallah. Os militares apreenderam arquivos e equipamentos e detiveram pessoas.

Veículos de imprensa identificaram a unidade como o Complexo Médico Palestino.

Moradores relataram que soldados fecharam uma das entradas principais, posicionaram atiradores de elite em prédios vizinhos e bloquearam a circulação de pacientes e profissionais de saúde.

Entre os alvos estavam a União dos Comitês de Mulheres Palestinas e a associação de direitos humanos Addameer.

O OHCHR cobrou que as autoridades israelenses "parem imediatamente" a repressão ao espaço cívico palestino. O órgão afirmou que as batidas e as detenções de defensores de direitos humanos têm efeito inibidor sobre o trabalho na área.

Na quarta, colonos israelenses incendiaram uma mesquita e atacaram agricultores que colhiam azeitonas em várias áreas da Cisjordânia, segundo fontes palestinas.

Próximo passo

O OCHA publica atualizações semanais sobre a situação humanitária em Gaza e na Cisjordânia, com novos balanços de vítimas e de entrada de ajuda.

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