ONU diz que 71 funcionários seguem presos pelos houthis no Iêmen
Porta-voz saudou a soltura de Sami al-Kalabi, detido desde junho de 2024, e cobrou a libertação dos demais, enquanto a guerra já isola 800 mil pessoas da ajuda do PMA.
Redação Bairrista · 15 de outubro de 2026 às 09:37 · 1 min de leitura

A ONU informou nesta quarta (14) que 71 funcionários seguem detidos pelas autoridades houthis no Iêmen. O porta-voz adjunto do secretário-geral, Farhan Haq, pediu a libertação imediata e incondicional deles e de integrantes de ONGs, da sociedade civil e de missões diplomáticas. O apelo foi feito em entrevista coletiva na sede da ONU, em Nova York.
Haq saudou a libertação de Sami al-Kalabi, funcionário do Escritório do Enviado Especial da ONU para o Iêmen. Segundo o enviado especial, Hans Grundberg, al-Kalabi estava detido pelos houthis desde junho de 2024. Ele voltou para casa, para junto da família, e a ONU espera que receba o atendimento médico especializado de que precisa com urgência.
Os houthis acusam funcionários da ONU e de organizações humanitárias de espionagem a favor dos Estados Unidos e de Israel. A ONU rejeita as acusações. Entre os funcionários da ONU detidos pelos houthis, 37 são do Programa Mundial de Alimentos (PMA).
O PMA afirmou que o avanço dos combates cortou a assistência a 800 mil pessoas, e os estoques de farinha de trigo estão quase esgotados. A agência já levou ajuda de emergência a mais de 115 mil deslocados pelos combates, nos locais que consegue alcançar. Quando o acesso permitir, pode ampliar o atendimento a até 1,5 milhão de pessoas.
Saber mais
- ONU (DPPA) – Notícias do dia: Líbia, Iêmen, África Central
- ONU News – PMA alerta para possível catástrofe humanitária no Iêmen
- Programa Mundial de Alimentos (WFP USA) – comunicado sobre o Iêmen
- DevelopmentAid – comunicado do PMA de 14/10/2026
- Associated Press (via PBS NewsHour) – libertação de Sami al-Kalabi
- SANA – briefing de Farhan Haq em 14/10
- Al Jazeera – detenções de funcionários da ONU pelos houthis (dez/2025)
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