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OMS diz que 117 milhões no Mediterrâneo Oriental precisam de ajuda humanitária

Em reunião no Cairo, Tedros Adhanom Ghebreyesus cita Sudão, Iêmen e território palestino; no Iêmen, o apelo emergencial da OMS recebeu menos de 14% do necessário.

Redação Bairrista · 14 de outubro de 2026 às 17:36 · 2 min de leitura

Ilustração: Bairrista/IA sobre a crise humanitária e a saúde na região do Mediterrâneo Oriental
Ilustração: Bairrista/IA

O diretor-geral da Organização Mundial da Saúde (OMS), Tedros Adhanom Ghebreyesus, falou nesta quarta (14), no Cairo. Ele afirmou que a região do Mediterrâneo Oriental concentra mais de 117 milhões de pessoas que precisam de assistência humanitária. Tedros falou a ministros e autoridades de saúde na reunião do comitê regional da OMS, que está em andamento na capital egípcia.

A região reúne 22 países e territórios e abriga algumas das maiores crises humanitárias do mundo, como Sudão, Iêmen e território palestino ocupado. Segundo o escritório regional da OMS, ela tem 9% da população mundial. Também concentra quase metade de toda a necessidade humanitária do planeta: 117 milhões de pessoas, número de junho deste ano.

Dinheiro encolhe e serviços param no Iêmen

A OMS informou que os países da região avançaram em vacinação, eliminação de doenças e preparação para emergências. Os avanços vieram apesar de conflitos, surtos, desastres naturais e restrições severas de financiamento.

O Iêmen mostra o efeito prático. Segundo a ONU, cerca de 500 unidades de saúde em nove províncias afetadas estão sem apoio de parceiros. O plano de resposta de emergência de 90 dias da OMS precisa de US$ 31 milhões e recebeu US$ 4,3 milhões, menos de 14% do total.

A OMS também relata que serviços de maternidade de emergência foram suspensos em Marib e Ras Al-Arah. Os casos de cólera triplicaram em três semanas, inclusive em campos de deslocados. Desde agosto, 200 mil pessoas foram deslocadas no país.

A diretora regional de emergências da OMS, Annette Heinzelmann, falou sobre o risco. Ela afirmou que, sem financiamento urgente e acesso desimpedido a água, vacina e atendimento, os surtos podem se espalhar rapidamente. O risco maior, segundo ela, é para comunidades já vulneráveis.

O que Tedros pediu aos governos

Tedros pediu que os países mantenham medidas de promoção da saúde, como reduzir o tabagismo e outros fatores de risco para doenças crônicas. Ele também pediu que os governos garantam a vacinação de todas as crianças. E cobrou que continuem investindo em sistemas de saúde fortes, equitativos e resilientes e em profissionais de saúde.

Serviço

  • Reunião: 73ª sessão do Comitê Regional da OMS para o Mediterrâneo Oriental, no Cairo (Egito).
  • Documentos e comunicados: emro.who.int/media/news

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