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Cotiporã pede ao Estado verba para ponte de 325,9 metros sobre o Rio das Antas

Projeto prevê estrutura acima das maiores cheias já registradas no local; a ligação com Bento Gonçalves está interditada desde julho.

Redação Bairrista · 14 de outubro de 2026 às 18:23 · 2 min de leitura

Rio das Antas, na Serra Gaúcha, entre Cotiporã e Bento Gonçalves. Foto de Stefanobiazzi (Wikimedia Commons).
Foto: Stefanobiazzi / Wikimedia Commons (CC BY-SA 3.0)

O prefeito de Cotiporã, José Carlos Breda, reuniu-se nesta quarta (14) com o secretário-geral de Governo do RS, Artur Lemos, para buscar apoio do Estado na construção de uma nova ponte sobre o Rio das Antas. A obra ligaria Cotiporã a Bento Gonçalves, na Serra Gaúcha.

Enquanto a ponte nova não sai, moradores, trabalhadores, produtores rurais e empresas dos dois municípios seguem sem a travessia direta. A estrutura atual está interditada desde julho, depois de uma cheia do Rio das Antas deslocar cerca de 20 centímetros de um dos tabuleiros.

Projeto fica acima das cotas de cheia

O projeto de engenharia foi contratado pela Prefeitura de Cotiporã. Ele prevê uma ponte de 325,9 metros de comprimento e 8,4 metros de largura, planejada acima das cotas máximas de inundação já registradas no local. A proposta leva em conta o histórico de cheias do rio.

Breda foi à reunião com a engenheira civil e ambiental Mariana Balvedi Zakrzevski e o chefe de gabinete Luis Guilherme da Costa. O grupo apresentou os estudos técnicos da estrutura, e o prefeito pediu o apoio do Governo do Estado para chegar aos recursos.

TCE-RS suspendeu o reparo antes da nova cheia

O Tribunal de Contas do Estado (TCE-RS) orientou a suspensão das obras de recuperação e recomendou perícia técnica independente. Depois disso, a ponte atual sofreu novos danos em outra cheia. O estrago foi identificado quando o nível do rio baixou. Com o agravamento, a prefeitura passou a avaliar a recuperação da ponte existente ou a construção de uma nova travessia.

Na quarta anterior (7), a comitiva de Cotiporã esteve em Porto Alegre. Na Secretaria de Logística e Transportes, Breda descartou o uso de balsa como alternativa provisória. Depois, a comitiva tratou da liberação de recursos para a ponte definitiva com o secretário estadual de Desenvolvimento Urbano e Metropolitano, Davi Keller Severgnini.

As prefeituras e o Governo do Estado ainda negociam o modelo de travessia temporária e os prazos para começar a obra definitiva.

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