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OMS: ataques russos destruíram mais de US$ 1,5 milhão em remédios em 4 depósitos na Ucrânia

Agência da ONU contabiliza 21 depósitos médicos atingidos em 2026, num total de cerca de 400 incidentes contra a saúde no país.

Redação Bairrista · 15 de outubro de 2026 às 15:43 · 2 min de leitura

OMS: ataques russos destruíram mais de US$ 1,5 milhão em remédios em 4 depósitos na Ucrânia
Foto: NU Kat SF / Wikimedia Commons (CC0)

A Organização Mundial da Saúde (OMS) informou nesta quinta (15) que ataques russos destruíram mais de US$ 1,5 milhão em medicamentos e suprimentos na Ucrânia. As perdas vieram de quatro ataques, desde julho, a depósitos usados pela ONU no país.

Segundo a OMS, em três meses, quatro depósitos usados pela agência foram atingidos e três foram destruídos. O diretor regional de Emergências e Segurança em Saúde da OMS para a Europa, Ihor Perehinets, explicou que medicamentos, equipamentos médicos e reagentes de laboratório podem ser perdidos nesses ataques. Isso atrapalha o tratamento nas unidades de saúde.

Neste ano, 21 depósitos foram alvo, dentro de um total de 400 incidentes. Quase todos envolveram armas pesadas, categoria que inclui armas de fogo, tanques, mísseis, bombas e morteiros. Desde a invasão em larga escala, em fevereiro de 2022, a OMS verificou mais de 3.300 ataques à assistência à saúde. Eles deixaram 247 mortos e mais de 1.090 profissionais de saúde e pacientes feridos.

Em julho, um depósito usado pela OMS na região de Kyiv foi danificado durante uma onda de ataques à capital e ao entorno. Em agosto, um ataque duplo destruiu o depósito da agência em Dnipro, que guardava cerca de US$ 500 mil em suprimentos para a linha de frente. As equipes tinham levado 130 de cerca de 300 paletes para outro local antes da destruição. Perdeu-se metade dos suprimentos e equipamentos destinados a cerca de 225 mil pessoas.

Na madrugada de 3 de setembro, um ataque aéreo na região de Kyiv destruiu um dos principais depósitos da OMS. Nenhum funcionário da agência ficou ferido.

O Ministério da Defesa russo costuma justificar suas ofensivas como golpes contra alvos militares, e Moscou sustenta que nunca mira civis. Perehinets afirmou que proteger os serviços de saúde significa proteger quem os presta. Segundo ele, isso inclui os suprimentos, os equipamentos e a infraestrutura humanitária de que esse trabalho depende.

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