Mísseis houthis atingem palácio do governo do Iêmen em Áden e matam ao menos 2
O governo iemenita diz que o primeiro-ministro está ileso, e os rebeldes afirmam ter mirado um centro de operações militares sauditas dentro do complexo.
Redação Bairrista · 15 de outubro de 2026 às 16:14 · 2 min de leitura

Mísseis atingiram nesta quinta (15) o complexo do palácio Al-Maashiq, sede do governo do Iêmen reconhecido internacionalmente, em Áden, no sul do país. O governo informou que dois integrantes da segurança do primeiro-ministro Shaya al-Zindani morreram. Os rebeldes houthis, apoiados pelo Irã, assumiram o ataque.
O episódio aumenta a pressão sobre a Arábia Saudita, grande exportadora de petróleo, na guerra que ganhou nova frente no Oriente Médio. Os houthis e os sauditas passaram a ocupar o centro do conflito regional que começou com os ataques de EUA e Israel ao Irã, em fevereiro.
Balanço de vítimas varia conforme a fonte
O número de mortos e feridos muda de acordo com quem informa. Fontes militares do governo disseram à agência AFP que quatro pessoas morreram e 10 ficaram feridas. Segundo a agência indiana ANI, os feridos seriam seis.
O ministro da Informação, Moammar al-Eryani, afirmou que o primeiro-ministro e os demais ministros saíram ilesos, mas que houve muitos feridos. Al-Eryani disse que o ataque usou cinco mísseis. Em nota posterior, o gabinete afirmou que houve mísseis e drones e que o ataque não vai afetar o funcionamento do governo nem a ofensiva contra os houthis.
Um ministro, sob anonimato, disse que Al-Zindani estava no local e não sofreu ferimentos. O ministro da Juventude, Nayef Saleh al-Bakri, declarou que os ministros em Áden não vão deixar a cidade.
Houthis dizem ter mirado quartel-general saudita
Veículos ligados aos houthis disseram ter atingido o quartel-general de operações militares, comandado por oficiais sauditas, e depósitos de armas no palácio. O porta-voz militar do grupo, Yahya Saree, afirmou que considera alvos legítimos os sítios militares sauditas em Áden.
Foi o primeiro ataque ao complexo desde que a guerra civil iemenita voltou a esquentar, em julho. Nas últimas semanas, os houthis tomaram trechos do litoral do Mar Vermelho, e a contraofensiva do governo, com apoio aéreo saudita, não reverteu os avanços. Em Taiz, cidade sob cerco dos rebeldes, os combates se intensificaram.
Ataques à Arábia Saudita seguem
Os houthis também miram o território saudita. No sábado (10), um ataque de míssil matou 13 pessoas no aeroporto internacional de Riad, o mais letal na Arábia Saudita em mais de uma década.
Na quarta (14), o grupo disse ter atacado instalações da Aramco e o aeroporto King Khalid, na capital saudita, com mísseis e drones. As alegações não foram verificadas de forma independente. Os rebeldes também avisaram as companhias aéreas de que o espaço aéreo e os aeroportos sauditas não são seguros.
Nesta quinta, a coalizão liderada pelos sauditas disse ter derrubado drones sobre Khamis Mushait e a região Leste e um míssil de cruzeiro sobre Medina. A coalizão afirmou que as operações continuarão para reduzir a capacidade militar dos houthis. Saree avisou que os ataques ao território saudita seguirão nos próximos dias, com aeroportos e instalações de petróleo como possíveis alvos.
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