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Nunes Marques libera canal "Exército do Lula"; Meta nega ter prejudicado campanha

Canal de WhatsApp do deputado André Janones, suspenso a pedido da campanha de Flávio Bolsonaro, ficou fora do registro oficial de Lula na sexta (16).

Redação Bairrista · 17 de outubro de 2026 às 16:10 · 2 min de leitura

Foto do Tribunal da Democracia, do TSE, usada na matéria sobre a decisão do canal "Exército do Lula" (Wikimedia Commons, domínio público).
Foto: O Tribunal da Democracia / Wikimedia Commons (Public domain)

O presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Kassio Nunes Marques, autorizou nesta terça (13) a volta do canal de WhatsApp "Exército do Lula". O canal é administrado pelo deputado federal André Janones (Rede-MG).

Nunes Marques havia suspendido o canal no domingo (11), após pedido da campanha de Flávio Bolsonaro (PL).

A decisão define quais regras valem para canais de apoio a candidatos no segundo turno. Como o canal já existia antes do registro, o ministro aplicou regra da resolução do TSE sobre propaganda. Endereços eletrônicos preexistentes só podem ser usados na campanha 48 horas depois de informados à Corte.

Canal sai do registro da campanha

A campanha de Lula informou o endereço do canal nos autos do registro de candidatura, cumprindo condição imposta por Nunes Marques. Na sexta (16), o ministro foi além. Ele autorizou a coligação Brasil pronto para mais a retirar o canal do registro, depois da aprovação de novas regras para canais de WhatsApp no período eleitoral.

A chapa argumentou que não se trata de estrutura oficial de campanha e que ela não interfere no que o canal publica.

O canal tem mais de 4 milhões de seguidores, segundo a Revista Oeste.

Meta nega favorecimento

Em outra frente, a campanha de Lula acusa a Meta de prejudicar seu desempenho digital.

O ministro do TSE Marco Aurélio Bellizze deu 48 horas para a empresa responder sobre mais de 250 perfis que a coligação denunciou no Instagram.

A Meta negou ter interferido em favor de Flávio Bolsonaro. Disse ao TSE que uma falha técnica global afetou a contagem de visualizações de Lula e não prejudicou a distribuição dos conteúdos.

A Folha de S.Paulo publicou registros internos da empresa. Segundo eles, a falha global ocorreu no dia 7 e durou cerca de cinco horas. Já a restrição enfrentada pela campanha de Lula ocorreu no dia 9 e durou quase 24 horas.

À Folha, a Meta disse que as alegações de interferência eleitoral "são falsas e não encontram respaldo nos fatos".

A empresa também admitiu uma lacuna nas proteções de sua inteligência artificial.

A Meta disse que seguirá cumprindo a legislação eleitoral e corrigindo eventuais falhas técnicas.

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