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PolíticaBrasil

Debate da Band leva o vocabulário evangélico ao embate entre Lula e Flávio Bolsonaro

Expressão "repreendido em nome de Jesus" apareceu na troca sobre imunidade, e um analista vê disputa pelo voto cristão a cinco dias do segundo turno.

Redação Bairrista · Repórter de Política · · 2 min de leitura

Ilustração do Bairrista sobre: Two empty wooden podiums facing each other on a dark television debate stage, bright studio lights and a blue backdrop, shallow depth of fie
Imagem: Bairrista

A linguagem religiosa entrou no debate da Band no domingo (18), o primeiro confronto direto entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), candidato à reeleição, e o senador Flávio Bolsonaro (PL) nesta reta final. Na troca sobre o Banco Master, Lula afirmou que Flávio perderá a imunidade em 25 de outubro, dia do segundo turno.

O voto de quem se declara evangélico ou católico conservador pesa na decisão de domingo (25), quando o eleitor dos 497 municípios do Rio Grande do Sul também volta às urnas. O analista Juliano Spyer publicou na segunda (19) um artigo sobre a disputa por esse voto no debate.

Flávio responde a Lula com expressão pentecostal

Lula perguntou a Flávio se ele achava que já tinha ganhado a eleição. Flávio respondeu: "Não, não acho não, mas está repreendido em nome de Jesus". Em seguida, Lula disse que, no dia 25, Flávio perderá a imunidade e terá problemas, porque haveria muitos inquéritos que agora andariam.

Segundo Spyer, Flávio disse ainda "Só o Senhor é Deus". O analista explica que a frase vem do vocabulário pentecostal e é usada diante de notícia ruim, pensamento pessimista ou opressão espiritual. Para ele, a fala serviu para sinalizar à audiência evangélica quem é o crente no palco.

Fé apareceu em poucos momentos

Segundo Spyer, a religião surgiu de forma explícita em apenas dois momentos. O segundo veio no fim do debate, quando Flávio, de acordo com o analista, afirmou que o petista passa a defender a redução da maioridade penal, a frequentar igreja e a professar a fé em época de eleição. Spyer lê a fala como reforço da imagem de oportunismo religioso do PT.

O analista cita ainda uma resposta de Flávio sobre licença-maternidade, na qual o candidato se apresentou como marido, pai e protetor do lar. Para Spyer, a disputa religiosa também correu de forma indireta, no debate sobre moralidade. A avaliação é dele e trata de comunicação política. Não é posição de governo nem de campanha.

O segundo turno acontece no domingo (25), com votação em todo o país.

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