Mísseis houthis matam ao menos 53 recrutas em campo militar de Shabwa, no Iêmen
Governo provincial fala em mais de 200 feridos, e o grupo diz ter feito seis ataques contra alvos na Arábia Saudita.
Redação Bairrista · Repórter de Política · · 2 min de leitura

Três mísseis balísticos atingiram nesta segunda (19) o campo militar de al-Alam, no distrito de Jardan, na província de Shabwa, no sul do Iêmen. O balanço preliminar das autoridades locais aponta 53 mortos e mais de 200 feridos. Os houthis assumiram o ataque.
A guerra civil iemenita havia perdido força após a trégua de 2022, mas voltou a escalar. O impacto regional da guerra dos EUA e de Israel contra o Irã reacendeu as hostilidades. Shabwa é uma das principais regiões produtoras de petróleo e gás do país.
Vítimas eram recrutas em treinamento
Os mísseis caíram quando os recém-incorporados se preparavam para uma sessão de treinamento. Eles se formavam para integrar as forças de segurança interna. O governo provincial de Shabwa afirmou que o número de mortos é preliminar e pode subir.
O balanço cresceu ao longo do dia. Autoridades do governo reconhecido internacionalmente e fontes médicas falavam, de início, em ao menos 18 mortos e mais de 30 feridos.
Os hospitais de Shabwa não deram conta, e os feridos mais graves foram levados para Hadramout e Aden. As autoridades locais disseram que os mortos serão reconhecidos como caídos em serviço, com salários mantidos para as famílias.
Houthis dizem ter atacado seis alvos sauditas
No mesmo dia, o porta-voz militar houthi Yahya Sarea anunciou seis operações contra a Arábia Saudita nas últimas 48 horas. Os alvos citados por ele foram a instalação da Aramco em Yanbu e o campo de petróleo de Shaybah. A lista inclui ainda os aeroportos de Riad e Abha, uma base naval e uma instalação de radar. Sarea disse que os ataques responderam a mais de 200 bombardeios sauditas contra Sanaa e outras áreas.
A Arábia Saudita não confirmou nem negou nenhum dos seis ataques, e nenhum dano foi confirmado por fonte independente. A Arábia Saudita não havia confirmado nem negado nenhum dos seis ataques.
Shabwa pede defesa aérea com urgência
O presidente do Conselho de Liderança Presidencial, Rashad al-Alimi, condenou o ataque e prometeu resposta firme. Não há, até aqui, registro de ação militar da coalizão liderada pela Arábia Saudita nem dos Estados Unidos em resposta específica a al-Alam.
O governo provincial pediu ao governo central e à coalizão que forneçam com urgência sistemas de defesa aérea e de alerta antecipado para Shabwa.
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