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Michael França diz que renda dos mais pobres subiu com Lula, mas patrimônio mudou pouco

Em coluna na Folha, o economista afirma que a desigualdade de renda caiu, enquanto a estrutura de propriedade ficou longe de uma transformação equivalente.

Redação Bairrista · Repórter de Economia · · 1 min de leitura

Foto: Michael França diz que renda dos mais pobres subiu com Lula, mas patrimônio mudou pouco
Foto: Divulgação/Agência Brasil

O economista Michael França, colunista da Folha de S.Paulo e pesquisador do Insper, afirmou em coluna publicada nesta segunda (19) que as políticas redistributivas dos governos Lula elevaram sobretudo a renda dos mais pobres. Segundo ele, a concentração de riqueza no Brasil continua elevada.

Quadro: Michael França diz que renda dos mais pobres subiu com Lula, mas patrimônio mudou pouco
Em números · Bairrista

Para o leitor gaúcho, a distinção é a diferença entre ganhar mais por mês e ter mais patrimônio: a melhora descrita por França está no rendimento, não na posse de imóveis, terras, empresas e investimentos.

Renda dos pobres sobe, classe média avança menos

Na coluna, intitulada "Qual é o legado de Lula", França escreve que os mais pobres encurtaram a distância em relação à classe média. O poder aquisitivo da classe média, diz ele, avançou de forma menos expressiva em termos relativos. Os mais ricos, na avaliação do colunista, seguiram numa posição muito distante do restante da população.

O texto afirma que a desigualdade de renda diminuiu, mas que a estrutura de propriedade e a distribuição do patrimônio "passaram longe" de uma mudança da mesma magnitude. A análise faz parte de uma série de textos do colunista sobre o legado do presidente.

O que dizem os números oficiais de renda

O índice de Gini do rendimento domiciliar per capita, com dados atribuídos ao IBGE, foi de 0,517 em 2022 e de 0,511 em 2025. O Gini vai de 0 a 1, e quanto mais perto de 1, maior a desigualdade.

O indicador mede só renda e não diz quem detém a riqueza acumulada do país.

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