Marinho fala em "golpe judiciário" após Zanin prorrogar votação do 2º turno até as 19h
Coordenador da campanha de Flávio Bolsonaro não citou nomes; a campanha dele também havia pedido mais tempo de votação em áreas com chuva, entre elas o RS.
Redação Bairrista · Repórter de Política · · 2 min de leitura

O senador Rogério Marinho (PL-RN), coordenador da campanha de Flávio Bolsonaro e líder da oposição no Senado, criticou no domingo (25) a atuação de ministros do Supremo Tribunal Federal (STF). Em publicação no X, ele classificou a medida como uma "intervenção" de ministros do Supremo e disse esperar que o "golpe judiciário ou chicana administrativa" não avance. O post veio depois de o ministro Cristiano Zanin, do STF, prorrogar a votação do segundo turno.
Marinho escreveu que é "impressionante o nível de intervenção de alguns ministros do STF". Ele não citou o ministro nominalmente. Mais cedo, a campanha de Flávio havia pedido votação até as 19h só em áreas afetadas pelo clima, como Minas Gerais e Rio Grande do Sul.
O que Zanin decidiu
Zanin determinou a prorrogação da votação do segundo turno em todo o Brasil por duas horas, até as 19h, no horário de Brasília. A liminar atendeu a um pedido da coligação do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que apontou redução da frota de ônibus em diferentes cidades. Em esclarecimento posterior, o ministro determinou que a prorrogação valesse apenas onde as urnas não haviam sido fechadas.
A eleição teve o horário de votação prorrogado desde 1994, ano em que o Brasil adotou a urna eletrônica.
Aliados de Flávio pedem impeachment de Zanin
Para o eleitor gaúcho, o ponto de contato é o pedido da própria campanha de Flávio. Mais cedo, ela havia solicitado a ampliação do horário até as 19h, mas apenas em localidades afetadas por questões climáticas, como Minas Gerais e Rio Grande do Sul.
Aliados de Flávio foram além de Marinho. Parlamentares próximos ao candidato defenderam o impeachment de Zanin.
No TSE, a leitura reservada é outra. Segundo a CNN Brasil, a decisão causou constrangimento entre ministros do TSE, mas integrantes da Corte avaliam que não há motivo para um terceiro turno.
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