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Coreia do Norte diz à ONU que Seul fabricou explosão de mina na Zona Desmilitarizada

Carta enviada no domingo (25) ao Conselho de Segurança responde a Seul, que culpa Pyongyang pelo incidente de 21 de setembro, quando três militares sul-coreanos se feriram.

Redação Bairrista · Repórter de Política · · 2 min de leitura

Sala do Conselho de Segurança da ONU, em Nova York, para onde a Coreia do Norte enviou carta sobre o incidente na Zona Desmilitarizada.
Foto: Jdforrester / Wikimedia Commons (CC BY 4.0)

A Coreia do Norte acusou a Coreia do Sul de fabricar o incidente com minas de 21 de setembro na Zona Desmilitarizada (DMZ). A acusação consta de carta ao presidente do Conselho de Segurança da ONU, enviada no domingo (25) pelo representante permanente norte-coreano e divulgada nesta segunda (26) pela agência estatal KCNA.

Quadro: Coreia do Norte diz à ONU que Seul fabricou explosão de mina na Zona Desmilitarizada
Entenda em um quadro · Bairrista

Segundo a KCNA, Pyongyang afirma que Seul inventou o caso para impedir as obras de fortificação da fronteira, que o Norte descreve como medida defensiva. A carta também acusa militares sul-coreanos de dar tiros de advertência contra militares norte-coreanos que trabalhavam no local. Pyongyang chama isso de violação da Carta da ONU. O Norte avisa que invocará o direito de autodefesa previsto no artigo 51 da Carta se o Sul invadir seu território ou ameaçar seus soldados.

O que Seul e o Comando da ONU apuraram

As duas explosões deixaram dois militares sul-coreanos gravemente feridos, e um terceiro com ferimentos leves. Uma investigação conjunta do Exército sul-coreano com o Comando da ONU identificou uma mina antipessoal norte-coreana ativa no lado sul da Linha de Demarcação Militar. O Comando concluiu que houve violação do armistício de 1953 e disse que trata o caso pelos mecanismos previstos no armistício.

O Estado-Maior Conjunto sul-coreano avalia que minas norte-coreanas causaram as explosões. A análise de capacetes e coletes dos feridos detectou TNT e nenhum fragmento de aço. Para os militares, isso indica que as minas não eram sul-coreanas.

Antes da carta ao Conselho, Pyongyang rejeitou as conclusões da investigação e chamou o incidente de farsa.

Seul já havia escrito ao Conselho

O Norte respondeu a uma carta sul-coreana enviada na quinta-feira (22). Nela, o embaixador de Seul na ONU, Cha Ji-hoon, escreveu à presidência rotativa do Conselho, ocupada pela Grécia. O texto pede que o Norte se desculpe e assuma a responsabilidade pela violação do armistício. Também defende o diálogo para evitar escalada e restaurar a confiança.

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