Lula diz que venceu intromissão de plataformas digitais e promete regulá-las no 4º mandato
Em discurso após ser reeleito com mais de 64 milhões de votos, presidente também criticou empresas de tecnologia que, segundo ele, ganham bilhões e não pagam imposto no país.
Por que afeta o RS: A regulação de plataformas digitais e a cobrança de impostos de big techs valem para todo o território nacional, incluindo os gaúchos usuários dessas plataformas.
Redação Bairrista · Repórter de Política · · 2 min de leitura

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou no domingo (25) que precisou vencer a "intromissão" de plataformas digitais vindas do exterior e que vai regulá-las no quarto mandato. A fala veio no discurso de vitória, depois de ser reeleito com 51,79% dos votos válidos (64.256.232 votos), contra 48,21% (59.826.041) do senador Flávio Bolsonaro (PL).

Qualquer regra nacional para redes sociais e big techs vale também para os gaúchos que usam essas plataformas. No Rio Grande do Sul, Lula teve mais de 2,8 milhões de votos no segundo turno, e Flávio Bolsonaro, 3.874.378, ou 57,84% do total. O petista somou cerca de 529,7 mil votos a mais no estado do que no primeiro turno.
O que Lula disse sobre as plataformas
Lula afirmou que a eleição foi uma disputa em que foi preciso vencer "a intromissão vinda de fora para dentro através de plataformas digitais". Disse ainda que o crime no mundo digital tem de ser tratado como o crime na vida real.
O presidente também criticou as empresas do setor. Segundo ele, há empresas "monstruosas" que ganham bilhões, não pagam imposto no país e tentam direcionar o resultado eleitoral. No discurso, Lula não citou nomes de plataformas nem apresentou casos que sustentassem a acusação.
Entre os dois turnos, a campanha de Lula acusou a Meta de interferir na eleição e de favorecer Flávio Bolsonaro nas plataformas digitais. A empresa negou. A campanha petista também relatou dificuldades para impulsionar conteúdos pagos nas redes sociais.
No mesmo discurso, Lula classificou a eleição como uma derrota do negacionismo e da mentira. A vitória marcou a primeira virada entre o primeiro e o segundo turno de uma eleição presidencial desde a redemocratização.
O presidente não detalhou como pretende regular as plataformas, e o governo não anunciou projeto de lei nem prazo para enviar proposta ao Congresso. O governo não anunciou projeto de lei nem prazo para enviar uma proposta ao Congresso.
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