Lula reeleito promete mudar o jeito de governar, com mais participação popular e redes
Em discurso em São Paulo, presidente também defendeu regras para as plataformas digitais e disse que vai governar com o Congresso eleito.
Redação Bairrista · Repórter de Política · · 2 min de leitura

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) prometeu mudar o jeito de governar no quarto mandato. Foi o primeiro discurso depois de derrotar o senador Flávio Bolsonaro (PL) no segundo turno, na noite de domingo (25). Lula somou 51,78% dos votos válidos.

Para quem vive no Rio Grande do Sul, o recado ainda é de intenção. Lula não apresentou prazos nem projetos detalhados, e por isso não dá para medir o efeito nos hospitais do SUS, nas escolas ou nas contas dos gaúchos. Os temas citados, como saúde e educação, dependem de repasses e programas federais que chegam a prefeituras e ao governo estadual.
Mais participação e mais redes
Lula disse que a eleição lhe ensinou lições. Ele afirmou: "Eu posso garantir que nós vamos mudar o jeito de governar esse país." Lula disse que o povo vai participar mais das decisões e que a comunicação digital terá espaço grande no governo.
Ele não detalhou como pretende ampliar a participação popular. Lula também prometeu conversar diretamente com o público pelos canais digitais, sem depender de intermediários. O presidente admitiu falhas na comunicação digital.
Investimentos e regras para as plataformas
O presidente reeleito prometeu investir em economia digital, educação, preservação do meio ambiente e modernização do SUS. Disse ainda que vai desenvolver uma inteligência artificial brasileira.
Lula defendeu a regulamentação das plataformas digitais e disse que o crime no ambiente virtual deve ser tratado como o crime na vida real. Ele criticou empresas gigantes que, segundo ele, ganham bilhões sem pagar impostos no Brasil.
Congresso eleito
Lula admitiu que terá de governar com um Congresso Nacional que não escolheu. Ele disse que buscará trabalhar com os parlamentares eleitos, mesmo com a presença de aliados de Flávio Bolsonaro. Também agradeceu ao vice Geraldo Alckmin (PSB) e ao deputado André Janones (Rede-MG), que atuou nas redes durante a campanha.
O novo mandato começa em janeiro de 2027. Até lá, o governo ainda precisa dizer como as promessas do discurso viram propostas e prazos.
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