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Bancada pró-impeachment de ministros do STF chega a 49 no Senado; faltam 5 votos

Com cerca de 100 pedidos parados na Casa, a eleição da Mesa em fevereiro define se o tema avança contra o governo Lula reeleito.

Redação Bairrista · Repórter de Política · · 1 min de leitura

Plenário do Senado Federal, em Brasília.
Foto: Senado Federal from Brasilia, Brazil / Wikimedia Commons (CC BY 2.0)

O Senado que toma posse em 2027 terá ao menos 49 senadores que já defenderam o impeachment de ministros do Supremo Tribunal Federal (STF). Para aprovar o afastamento de um ministro, são necessários 54 votos, dois terços dos 81 senadores. A conta aparece em levantamentos da imprensa feitos depois do primeiro turno.

Para quem vive no RS, a ligação é direta. O senador eleito Marcel van Hattem (Novo-RS) disse no X que vai protocolar pedido de impeachment do ministro Cristiano Zanin por "atuação desidiosa". O motivo é a decisão de Zanin de prorrogar a votação do segundo turno até as 19h, a pedido da campanha de Lula. Até aqui, trata-se de uma declaração de intenção. O pedido ainda não consta como protocolado.

Pedidos seguem parados na Presidência do Senado

Há cerca de 100 pedidos de impeachment de ministros protocolados no Senado, a maioria contra Alexandre de Moraes. Antes de qualquer votação, cabe ao presidente da Casa decidir se aceita, rejeita ou arquiva a petição inicial. Hoje, os pedidos estão engavetados pelo presidente Davi Alcolumbre (União Brasil-AP). Segundo o Senado, são 121 pedidos desde 2021, e nenhum teve andamento.

O peso da bancada vem do PL. O partido de Flávio Bolsonaro elegeu 19 senadores e passa a ter 28 cadeiras. Os 49 votos ficam a cinco do mínimo exigido. Apoio genérico ao impeachment também não garante voto em um processo específico, e a contagem varia conforme o critério usado para classificar cada senador.

Alcolumbre busca a reeleição para a Presidência e mantém conversa com Lula, enquanto procura votos no centrão e no PL. O comando do Senado define a tramitação dos pedidos, e a eleição da Mesa Diretora será em fevereiro.

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