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Brasil tem cinco governadoras, recorde, mas só três seguem a partir de janeiro

Raquel Lyra, Celina Leão e Mailza Assis foram eleitas para 2027, e só 33 das 201 candidaturas aos governos estaduais eram de mulheres, segundo o TSE.

Redação Bairrista · Repórter de Política · · 2 min de leitura

A governadora Raquel Lyra em reunião com o presidente Lula, no Palácio do Planalto, em Brasília (foto de arquivo, julho de 2023).
Foto: Palácio do Planalto from Brasilia, Brasil / Wikimedia Commons (CC BY 2.0)

O Brasil tem hoje cinco mulheres no comando de governos estaduais, mas o número cai para três a partir de janeiro. Celina Leão (PP) e Mailza Assis (PP) foram eleitas governadoras do Distrito Federal e do Acre no segundo turno de domingo (25). Elas se somam a Raquel Lyra (PSD), reeleita em Pernambuco ainda no primeiro turno, em 4 de outubro.

O Rio Grande do Sul não está nesse grupo: nem entre as cinco em exercício, nem entre as três eleitas para 2027. A última gaúcha a chegar ao Piratini pelo voto foi Yeda Crusius, em 2006. Naquele ano, o país também teve três governadoras eleitas: Ana Júlia Carepa (PT), no Pará, Wilma de Faria, no Rio Grande do Norte, e Yeda, no RS.

Segundo o IBGE, as mulheres são 51,5% dos brasileiros. Nos governos estaduais, serão três mulheres para 27 unidades da federação, ou 11%.

Três das cinco chegaram por sucessão

Raquel Lyra e Fátima Bezerra (PT) foram as duas eleitas diretamente em 2022, em Pernambuco e no Rio Grande do Norte. Celina Leão (DF), Mailza Assis (AC) e Hana Ghassan (PA) eram vice-governadoras e assumiram entre março e abril de 2026, quando os titulares renunciaram para disputar outras eleições.

No DF e no Acre, os titulares que saíram foram Ibaneis Rocha (MDB) e Gladson Cameli (PP), ambos candidatos ao Senado. No Pará, Hana assumiu depois da saída de Helder Barbalho (MDB). Agora, Celina e Mailza receberam o aval das urnas.

No DF, Celina teve 987.142 votos, ou 57,18% dos válidos, contra 42,82% de Leandro Grass (PT). No Acre, Mailza superou o senador Alan Rick (Republicanos) com cerca de dois terços dos votos válidos. Raquel Lyra foi reeleita com 53,27% dos votos válidos.

Poucas candidatas e um recorde que não se sustenta

Três mulheres eleitas numa mesma eleição não ocorria desde 2006, e é o maior número já registrado numa única eleição. Entre uma e outra, nenhuma eleição levou mais de duas mulheres ao comando de estados. Em 2018, Fátima Bezerra foi a única governadora eleita do país. Em 2022, foram só ela e Raquel Lyra.

Só 33 das 201 candidaturas aos governos estaduais em 2026 eram de mulheres, segundo dados do TSE. Em 2022, foram 38 candidatas, e em 2018, 30. A Lei 12.034, de 2009, fixou em 30% o mínimo de candidaturas femininas nos partidos.

Com Raquel, Celina e Mailza, o Brasil chega a 16 governadoras eleitas desde 1994. No Senado, a próxima bancada feminina será a maior da história.

Lyra, Celina e Mailza assumem os novos mandatos a partir de janeiro, quando o país passa de cinco governadoras para três.

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