Lula e Flávio assinam no TSE acordo para abrir sigilos; Mendonça decide sobre liberação
Flávio Bolsonaro impôs 19 condições, entre elas o sigilo de Marcola, ex-chefe de gabinete de Lula, e sua equipe só entregaria as autorizações após conferir o material do petista.
Redação Bairrista · Repórter de Política · · 2 min de leitura

O senador Camilo Santana (PT-CE) apresentou na quinta-feira (22) um termo assinado pelos candidatos à Presidência Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Flávio Bolsonaro (PL), que autorizam a abertura dos sigilos bancário, fiscal e telefônico de ambos. O termo foi entregue ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE), onde o relator do caso é o ministro André Mendonça. A troca de sigilos nasceu no debate da Band, no domingo (18).
Para o eleitor gaúcho que vota neste domingo (25), no segundo turno, o acordo define que dados dos dois candidatos podem ficar públicos. O acordo prevê a publicação no DivulgaCandContas, sistema da Justiça Eleitoral, ou em outro site de acesso público.
O que Flávio exigiu e o que Lula aceitou
No debate, Lula propôs que ambos abrissem os sigilos. Na terça-feira (20), protocolou no TSE uma autorização condicionada, com dados dos últimos oito anos. Flávio respondeu na quarta-feira (21) com uma petição que autoriza a abertura dos próprios sigilos dos últimos 20 anos, mas a condiciona a 19 exigências adicionais.
A primeira exigência é a quebra do sigilo de Marco Aurélio Santana Ribeiro, o Marcola, ex-chefe de gabinete do presidente Lula. Flávio também pede a divulgação integral dos gastos com o cartão corporativo da Presidência desde 1º de janeiro de 2023. A lista inclui ainda dados sobre o Instituto Lula, segundo reportagem do Poder360.
A campanha de Lula disse na quarta-feira que o presidente não se opõe às 19 condições. A assessoria de Marcola afirmou que ele já havia colocado seus sigilos bancário e fiscal à disposição da Justiça, em nota pública de 4 de agosto. A campanha petista também cobrou de Flávio a liberação de dados da Alcazar Holdings, empresa ligada ao advogado Willer Tomaz.
Termo vale para familiares e empresas
Pelo acordo, Lula autoriza a abertura imediata dos próprios sigilos, dos de familiares citados no processo e da L.I.L.S. Palestras, Eventos e Publicações. Flávio autoriza a abertura dos próprios dados, dos de familiares e das empresas de que é sócio ou administrador, além das mensagens trocadas com o ex-banqueiro Daniel Vorcaro.
As procurações pendentes são necessárias para autorizar o acesso a dados de terceiros, porque nem Lula nem Flávio podem consentir a quebra de sigilo de outras pessoas. O prazo para a entrega era 23h59 de quinta-feira.
Impasse sobre a entrega dos documentos
A advogada Maria Cláudia Bucchianeri, da campanha de Flávio, chegou ao TSE sem a autorização e disse concordar em protocolar o pedido até as 23h59. "Se eles trouxerem tudo, a gente traz", declarou.
Os representantes de Flávio queriam conferir primeiro o material de Lula, enquanto o PT exigia protocolo simultâneo das autorizações. O senador eleito Deltan Dallagnol (Novo-PR) criticou a falta de acesso ao material de Lula. Aliados do petista reclamaram da demora de Flávio em aceitar o desafio.
A liberação dos dados ao público depende agora da análise de Mendonça no TSE.
Perguntas frequentes
Lula e Flávio Bolsonaro já abriram seus sigilos?
Não ainda. Os dados só ficam públicos após a análise do ministro André Mendonça no TSE, que é o relator do caso.
Quantas condições Flávio Bolsonaro impôs para abrir sigilos?
Flávio impôs 19 condições, entre elas a quebra do sigilo de Marcola, ex-chefe de gabinete de Lula.
Onde os dados dos sigilos serão publicados?
Pelo acordo, no DivulgaCandContas, sistema da Justiça Eleitoral, ou em outro site de acesso público.
Quais dados Lula autorizou a abrir?
Lula autorizou a abertura imediata dos próprios sigilos, dos de familiares citados no processo e da L.I.L.S. Palestras, Eventos e Publicações.
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