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Lula declara R$ 13 milhões em ação tradicional e menos de R$ 3 milhões em anúncios

Flávio Bolsonaro pôs R$ 9 milhões em impulsionamento no 1º turno, mas dados parciais da Meta mostram Lula acelerando nas redes no 2º turno.

Redação Bairrista · Repórter de Política · · 3 min de leitura

Fachada do prédio do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), em Brasília.
Foto: Divulgação/Agência Brasil

Até 5 de outubro, a campanha de Lula (PT) declarou ao TSE mais de R$ 13 milhões em ações tradicionais de divulgação, como eventos, adesivos e material impresso. O impulsionamento pago em canais digitais ficou abaixo de R$ 3 milhões. Os números são de um levantamento da Folha com dados do TSE e da Meta, publicado nesta segunda (19).

Para quem vota no RS, a conta aparece na tela do celular. As regras do TSE limitam o alcance orgânico dos perfis dos candidatos, e quem quer chegar a eleitores que ainda não o seguem precisa pagar por anúncio. É esse tipo de propaganda que o gaúcho vê no Instagram e no Facebook até o fim da campanha.

Flávio concentrou verba em impulsionamento

Segundo o levantamento, a campanha de Lula declarou R$ 65,5 milhões até 5 de outubro. As ações tradicionais respondem por cerca de 20% desse total.

Flávio Bolsonaro (PL) declarou R$ 71,6 milhões em despesas no primeiro turno. O imp R$ 9 milhões, ou 12,5% do total.

No 2º turno, a relação muda

Os dados parciais da Biblioteca de Anúncios da Meta apontam uma virada. Até 13 de outubro, a campanha de Lula investiu R$ 1,1 milhão em impulsionamento no Facebook e no Instagram depois do primeiro turno. A de Flávio investiu R$ 149 mil no mesmo período, segundo a Folha.

Circularam 6.627 anúncios após o primeiro turno, até 13 de outubro, o que representa mais de 68% de todos os anúncios nos perfis de Lula desde 16 de julho. Já Flávio somou 125 anúncios no segundo turno, ou 32% do conteúdo impulsionado nas plataformas da Meta desde meados de julho.

O gasto de Flávio na Meta passou de menos de R$ 24 mil até 16 de julho para R$ 7 milhões em 13 de outubro. Esse recorte vem da biblioteca da plataforma e não se confunde com o total das contas eleitorais. Os dados consolidados do TSE para o segundo turno ainda não estão disponíveis.

A regra que empurra para o anúncio pago

A resolução de propaganda do TSE, publicada em março, proíbe que os algoritmos das redes recomendem perfis dos candidatos durante a campanha, com exceção do impulsionamento pago. Na prática, só os seguidores veem os conteúdos de forma espontânea.

A pesquisadora Nina Santos, do Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia em Democracia Digital, disse que no primeiro turno ficou "muito evidente" que a campanha de Flávio dava mais atenção ao ambiente digital. Para ela, a tendência parece ter se revertido no segundo turno.

A disputa pelo alcance também foi parar no TSE. Após ser acionado pela campanha de Lula, o tribunal determinou na quinta-feira (15) que a Meta garanta tratamento igualitário às duas campanhas no segundo turno. A empresa também deve repor, até 21 de outubro, o impulsionamento contratado pela campanha de Lula e não entregue. A Meta nega viés e atribui os problemas a falhas técnicas.

As despesas do segundo turno só aparecerão nas prestações de contas ao TSE nas próximas semanas. A reposição do impulsionamento determinada pelo tribunal vence na quarta-feira (21).

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