Lula comunica a Motta e Alcolumbre apoio do PT à reeleição; votação é em 1º de fevereiro
Rogério Marinho e Tereza Cristina querem disputar o comando do Senado, e o PL ainda decide se lança nome na Câmara.
Redação Bairrista · Repórter de Política · · 2 min de leitura

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) disse aos presidentes da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), e do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), que o PT vai apoiar a recondução dos dois. A conversa foi no Palácio da Alvorada, em Brasília, nesta segunda (26), um dia depois da reeleição do petista. A votação está marcada para 1º de fevereiro de 2027.
Para o leitor gaúcho, o que está em jogo é quem controla a pauta do Congresso no quarto mandato de Lula. Quem preside cada Casa decide o que entra em votação. O governo tenta formar uma base mais ampla num Congresso que, segundo o Estadão, saiu das urnas com maioria ainda mais conservadora.
Governo negocia com os presidentes das duas Casas
Lula recebeu os dois em Brasília um dia depois da vitória. O encontro marca o início da negociação do governo com as Mesas do Congresso.
Lula também cobrou de Alcolumbre empenho na PEC da Segurança Pública. O presidente quer que o Senado vote o texto sem mudanças, para evitar nova análise na Câmara.
Câmara: Motta tem cenário mais confortável
Na Câmara, Motta conta com apoio de partidos do Centrão, PDT e PSB. Para vencer no primeiro turno, é preciso maioria absoluta: 257 dos 513 deputados.
A coluna do Metrópoles lembra que a federação União Progressista elegeu 87 deputados e o Republicanos de Motta, 41. O PT, com 88 deputados pela federação PT/PCdoB/PV, pode se somar para evitar um presidente bolsonarista, segundo a mesma coluna.
O PL tem a maior bancada, com 121 deputados, e ainda não definiu se lança candidato.
Senado: disputa mais apertada
No Senado, a disputa é mais aberta. Para se eleger, o candidato precisa de 41 votos entre os 81 senadores.
Os nomes citados para disputar com Alcolumbre incluem Rogério Marinho (PL-RN) e a senadora Tereza Cristina (PP-MS). Nenhum gaúcho aparece entre os nomes que circulam para as duas presidências.
Serviço
A eleição das Mesas ocorre em 1º de fevereiro de 2027, mesma data da posse dos novos deputados e senadores, em reuniões preparatórias nos plenários das duas Casas, em Brasília. O voto é secreto. Os eleitos comandam as Casas no biênio 2027–2028.
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