Leite vota em Pelotas, não revela o voto e diz ter escolhido o "mal menor" no 2º turno
Governador chamou Lula e Flávio Bolsonaro de "caminhos ruins", pediu gesto de pacificação do vencedor e depois cumprimentou o presidente reeleito nas redes.
Redação Bairrista · Repórter de Política · · 2 min de leitura

O governador Eduardo Leite (PSD) votou no domingo (25) no Instituto de Educação Estadual Assis Brasil, em Pelotas, e não disse em quem apostou no segundo turno. Ele chegou por volta das 11h, encarou fila e votou para presidente. Ao falar com jornalistas, afirmou ter escolhido o que considera "mal menor" entre Lula (PT) e Flávio Bolsonaro (PL).
Leite chamou as duas candidaturas de ruins para o país. Disse ser um dos brasileiros que foram às urnas olhando para os dois candidatos como caminhos ruins. Sobre a própria escolha, afirmou que ela "nem por isso deixa de ser um mal e algo ruim para o país".
Governador pede mão estendida do vencedor
O governador voltou ao tema da divisão nacional. Disse que se esperava um resultado perto de 51% a 49% e que a comemoração do vencedor não poderia soar "como se tivesse esmagado uma parte dos brasileiros". Também afirmou esperar que quem vença tenha a dignidade de estender a mão aos eleitores do outro lado.
Leite criticou ainda a radicalização do debate e afirmou que a intolerância com quem pensa diferente atrapalha a busca de soluções para os problemas do país. Ele também defendeu o fortalecimento das instituições sem a ilusão de um "salvador da pátria".
Depois da definição do pleito, Leite cumprimentou Lula pela reeleição no X. Escreveu que, a quem comemora, a alegria não deve virar "provocação ou humilhação". Aos frustrados com o resultado, pediu serenidade e respeito à vontade expressa nas urnas.
Transição no Piratini serve de exemplo, diz Leite
Na entrevista, o governador citou a passagem de governo no Estado. Afirmou que se reúne toda semana com o governador eleito, em um formato de transição que, para ele, é exemplo para o Brasil. Segundo Leite, as reuniões temáticas tratam de finanças públicas, segurança, saúde, educação, desenvolvimento econômico e políticas sociais.
O mandato de Leite termina em janeiro, quando ele será sucedido pelo governador eleito, Luciano Zucco (PL). Até lá, as reuniões de transição seguem semanalmente.
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