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Incêndios na Indonésia queimaram 1,9 milhão de hectares até setembro, aponta monitor

Governo indonésio não atualiza o balanço desde julho, quando falou em 202 mil hectares; área é 38% maior que a de 2019 no mesmo período.

Redação Bairrista · Repórter de Geral · · 1 min de leitura

Área de floresta queimada na Indonésia, com troncos caídos e solo carbonizado sob névoa de fumaça.
Foto: DenY Krisbiyantoro / Wikimedia Commons (CC BY-SA 4.0)

Os incêndios na Indonésia queimaram mais de 1,9 milhão de hectares entre janeiro e o fim de setembro de 2026, segundo a Nusantara Atlas, organização que analisa imagens de satélite. A estimativa é de 1.916.588 hectares e foi divulgada nesta segunda-feira (19).

Pelos dados da organização, a área queimada até o fim de setembro é 38% maior que a registrada no mesmo ponto de 2019.

Estimativa é considerada conservadora

O fundador da Nusantara Atlas, David Gaveau, afirmou que o total real tende a ser maior. Segundo ele, o cálculo exclui cicatrizes de queimadas menores que 6,25 hectares e prioriza evitar falsas detecções. A neblina intensa também encobriu imagens de satélite em alguns momentos.

Não há série comparável do monitor para 2015.

Governo ainda calcula a área

O governo da Indonésia não divulgou números oficiais desde que anunciou 202 mil hectares devastados até o fim de julho. O porta-voz do Ministério das Florestas, Ristianto Pribadi, disse que a pasta ainda calcula a área queimada e não pode confirmar a estimativa de mais de 1,9 milhão de hectares.

Autoridades indonésias dizem que o país é capaz de lidar sozinho com a situação.

Fumaça cruza fronteiras

A Indonésia enfrenta incêndios em toda estação seca, mas os deste ano são especialmente graves: a fumaça atingiu Malásia e Singapura, com qualidade do ar perigosa e escolas fechadas na Malásia. A estiagem, agravada por um El Niño forte, piorou as condições para os incêndios.

O El Niño intensifica a estiagem, mas não é o único responsável: desmatamento, degradação das turfeiras e o uso do fogo para limpar terrenos agrícolas também pesam. Autoridades suspenderam as licenças de 26 empresas e abriram investigações.

O Ministério das Florestas ainda não informou quando divulgará o novo balanço oficial.

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