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Ibovespa perde 18,12% na semana após eleição de Lula e dólar sobe 9%, a R$ 5,44

Bolsa teve a pior semana desde março de 2020, e há quem aposte em IPOs e follow-ons só a partir de 2027, se o cenário fiscal clarear.

Redação Bairrista · Repórter de Economia · · 2 min de leitura

Homem observa telas com gráficos de queda de ações e cotações do dólar em uma sala de operações
Foto: Banco Central do Brasil / Wikimedia Commons (CC BY 2.0)

O Ibovespa fechou a sexta-feira (30) em 167.921,80 pontos e registrou a pior semana desde março de 2020. O recuo acumulado foi de 18,12%, a quinta maior queda semanal desde o início do Plano Real, em 1994, segundo a consultoria Elos Ayta, com dados da B3.

O dólar acumulou alta de 9,04% na semana, a maior desde outubro de 2008, e fechou a R$ 5,44. O câmbio mais alto muda a conta de exportadores e de empresas que importam insumos, como as do agro e da indústria gaúchas.

Quadro: Ibovespa perde 18,12% na semana após eleição de Lula e dólar sobe 9%, a R$ 5,44
Em números · Bairrista

Do domingo (25) ao pregão de sexta (30)

A turbulência começou na primeira semana após a reeleição de Lula, no segundo turno de domingo (25). Na segunda-feira (26), primeiro pregão depois da eleição, o Ibovespa caiu 13,88%.

Por que o mercado reagiu mal

Os analistas apontam uma forte revisão das posições dos investidores. Parte do mercado apostava em outro resultado. Incertezas sobre a política fiscal e sobre a futura equipe econômica pressionaram ações, câmbio e juros. Em texto reproduzido pelo Estadão, a The Economist também cita o temor de estagnação e de gastos elevados. São leituras de analistas e de veículos, não uma explicação oficial.

Ofertas de ações ficam para 2027

O freio atingiu o mercado de capitais. Segundo a Bloomberg Línea, com base em fontes que não se identificaram, cerca de US$ 6 bilhões em ofertas de ações no Brasil foram travados após o resultado. O valor não corresponde a operações anunciadas oficialmente.

Em coluna publicada pelo UOL neste sábado (31), um gestor estima de cinco a 10 IPOs e de 15 a 20 follow-ons a partir de 2027. IPO é a primeira oferta pública de ações de uma empresa. Follow-on é uma nova oferta de ações de empresa que já está na bolsa. Outra executiva ouvida pela coluna projeta cerca de 10 follow-ons e vê IPOs só no segundo semestre.

São projeções privadas e divergentes. A retomada depende da definição da equipe econômica, de sinais de controle de gastos e do nível de preço das ações.

A equipe econômica do novo mandato é o principal ponto que o mercado espera ver definido.

Saber mais: fontes consultadas (6)

Produzida e checada pela redação do Bairrista. Viu um erro? Fala com a redação.

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