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Ibovespa já perde cerca de 16% desde a sexta anterior à eleição; dólar volta a R$ 5,34

Bolsa caiu 13,88% no primeiro pregão após a reeleição de Lula e segue em ajuste, enquanto o dólar devolveu parte da disparada de 8,21%.

Redação Bairrista · Repórter de Economia · · 2 min de leitura

Ilustração do Bairrista sobre: Wide view of a stock exchange trading floor in São Paulo with large digital screens showing red downward trend lines and a dimly lit atmosph
Ilustração: Bairrista

O Ibovespa fechou em 171.006,10 pontos nesta quarta-feira (28), após queda de 2,68%. O índice acumula perda de cerca de 16,6% desde a sexta (23), última sessão antes do segundo turno, quando encerrou em 205.082 pontos, segundo dados reunidos em análise de mercado. O dólar fechou a R$ 5,3402.

Quadro: Ibovespa já perde cerca de 16% desde a sexta anterior à eleição; dólar volta a R$ 5,34
Em números · Bairrista

Para quem vive no RS, o ponto central é o câmbio. O dólar ainda está abaixo do nível do começo do ano: em 2026, a moeda acumula queda de 2,55%, conforme a Agência Brasil. Exportadores de soja, carnes e arroz recebem em dólar, e a indústria que depende de insumos importados paga em dólar. Por isso a oscilação mexe com os dois lados da conta.

Infográfico: Ibovespa perde 16,6% desde a sexta antes da eleição
Infográfico · Bairrista

O que derrubou a Bolsa na segunda

Na segunda-feira (26), primeiro pregão após a reeleição de Lula, o dólar subiu 8,21%, a R$ 5,403, e o Ibovespa recuou 13,88%, aos 176.608,23 pontos. Foi a maior alta diária da moeda desde janeiro de 1999. O circuit breaker foi acionado pela primeira vez desde março de 2020.

Parte do mercado havia se posicionado para outro resultado. Segundo a Agência Brasil, havia aposta na vitória de Flávio Bolsonaro, que liderou o primeiro turno, e os investidores precisaram refazer as posições. Nos dias seguintes, o foco passou a ser a política econômica. Os investidores ajustam as posições às novas perspectivas fiscais do próximo governo, cujo ministro da Fazenda ainda não foi definido.

Na quarta, reportagens sobre o fechamento apontaram pressão sobre as ações dos grandes bancos, a incerteza fiscal e a expectativa pela decisão de juros nos Estados Unidos.

Banco Central e projeções

Na terça (27), o dólar recuou 1,07%, a R$ 5,349, e o Ibovespa caiu 0,51%, aos 175.710,05 pontos. O presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, afirmou que a instituição poderá atuar no mercado cambial se identificar disfuncionalidades.

As projeções oficiais mais recentes não captam o choque. O boletim Focus de 26 de outubro reúne estimativas coletadas até 23 de outubro, antes do resultado. Naquele levantamento, a mediana era de dólar a R$ 5,05 no fim de 2026, IPCA de 5,19% e Selic de 13,25% ao ano. Para 2027, o mercado via dólar a R$ 5,15 e Selic a 11,75%.

Dólar mais alto pressiona preços de combustíveis, alimentos e produtos importados, o que pode dificultar cortes de juros. O Banco Central divulga o Focus toda segunda-feira, e o novo levantamento traz a primeira leitura das projeções depois da eleição.

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