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Grécia tem greve e protestos em mais de 50 cidades por custo de vida e educação

Estudantes acamparam na Praça Syntagma, em Atenas, na terça (20), e professores cruzam os braços nesta quarta (21) por salário, vagas e escolas seguras.

Redação Bairrista · Repórter de Geral · · 2 min de leitura

Ilustração do Bairrista sobre: Symbolic, non-literal editorial illustration (no reenactment of the event, no people): A neoclassical city square at dusk, lined with autumn
Ilustração: Bairrista

Estudantes, professores e servidores públicos gregos protestam nesta quarta (21) contra o custo de vida e a precariedade da educação pública. Há manifestações em mais de 50 cidades. A federação de sindicatos do funcionalismo, a Adedy, convocou paralisação a partir das 11h locais (5h em Brasília).

Os atos têm eco na Europa. Os manifestantes se dizem parte de um movimento semelhante ao da França. "Na Grécia, como na França, reivindicamos uma educação pública e gratuita", disse à AFP Katia Koubousidou, presidente dos estudantes de Filosofia e Pedagogia da Universidade Aristóteles de Tessalônica. A faixa da marcha de Atenas diz "Da Grécia à França, lutamos por educação pública e gratuita".

Concentração em Atenas é ao meio-dia

Na capital, o ato nacional da educação começa às 12h no Propylaia, entrada histórica da Universidade de Atenas, seguido de marcha até o Parlamento. Em Tessalônica, a concentração está marcada para as 11h, com chamada principal às 11h30 na estátua de Venizelos. Cerca de 3 mil policiais devem ser mobilizados só em Atenas, segundo a imprensa.

A greve não se limita à Adedy. A federação dos professores do ensino fundamental (DOE) convocou paralisação de 24 horas em todo o país. Os professores do ensino médio, da federação OLME, também aderem, com parada de 11h às 14h. A federação dos médicos de hospitais também declarou greve nacional.

O que pedem os manifestantes

Os grupos pedem reajuste salarial, contratações permanentes, serviços públicos de educação e saúde mais fortes e medidas contra o custo de vida e a crise de moradia. Entre as exigências dos estudantes estão aluguéis mais baixos, mais subsídio de moradia, mais vagas em residências estudantis e mais professores. O sindicato OLME estima em 15 mil a falta de professores nas escolas.

Os manifestantes também cobram mais dinheiro público para o setor. Em 2023, o gasto público em educação da UE somou 4,7% do PIB, segundo a Eurostat. A Grécia registrou 3,3%, o segundo menor índice do bloco, à frente apenas da Romênia (3,0%) e atrás de Malta (3,4%). Em outra série da Eurostat, que mede a despesa geral do governo, a UE chegou a 4,8% do PIB em 2024, e a Grécia aparece com 3,9%, entre os menores índices do bloco.

A Adedy também cobra aumento salarial e apoio real ao trabalho dos professores. Koubousidou afirmou que a mobilização não será isolada e que os estudantes têm um plano para continuar os protestos.

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