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AgroBrasilAfeta o RS

Governo decreta emergência por 60 dias em 4 cidades de SC após Newcastle em perus

México e Malásia suspenderam compras de produtos avícolas de todo o Brasil, e a Asgav orienta granjas gaúchas a reforçar o controle de acesso.

Por que afeta o RS: Mais países suspenderam exportações de frango e a suspensão do México atinge exportações gaúchas; a Asgav orienta reforço de biosseguridade nas granjas do RS.

Redação Bairrista · Repórter de Agro · · 2 min de leitura

Foto: Governo decreta emergência por 60 dias em 4 cidades de SC após Newcastle em perus
Foto: Divulgação/Agência Brasil

O Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) declarou emergência zoossanitária por 60 dias em Nova Itaberaba, Águas Frias, Coronel Freitas e Nova Erechim, no Oeste de Santa Catarina. A Portaria Mapa nº 962/2026 veio depois da confirmação de um foco da doença de Newcastle em uma granja comercial de perus de Nova Itaberaba. A confirmação laboratorial saiu no domingo (18), e o Mapa anunciou o foco na segunda (19).

Quadro: Governo decreta emergência por 60 dias em 4 cidades de SC após Newcastle em perus
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Para o Rio Grande do Sul, o efeito é comercial e sanitário. A Seapi informou, em 19 de outubro, que não havia suspeita da doença em investigação no estado e que mantinha a vigilância ativa. Já a restrição do México vale para todo o território brasileiro, o que inclui os produtos avícolas gaúchos. A Associação Gaúcha de Avicultura (Asgav) orienta as granjas do RS a intensificar a biosseguridade, com controle de acesso aos aviários.

O que a emergência permite

A declaração não cria um novo foco nem amplia a área contaminada. Ela acelera procedimentos administrativos e sanitários, como a contratação temporária de profissionais, a compra de equipamentos e o envio de servidores. O Mapa informa que vigilância epidemiológica e controle do trânsito de animais e materiais seguem na área de restrição.

A granja afetada tinha cerca de seis mil perus de corte. O despovoamento sanitário começou em 19 de outubro e terminou no dia seguinte. Nesta quinta (22), a limpeza e a desinfecção seguem em andamento. Até agora, as fontes oficiais não registram novos focos.

Vistorias chegam a 1,6 mil propriedades

A Cidasc, companhia de defesa agropecuária catarinense, visitará cerca de 1.600 propriedades rurais no entorno do foco. Do total, 166 ficam num raio de 3 km e cerca de 1,5 mil num raio de 10 km. O Mapa afirma que o consumo de produtos avícolas inspecionados continua seguro.

Mercados fecham as portas

China, México, Arábia Saudita, Malásia e Chile impuseram restrições temporárias. México e Malásia suspenderam compras de todo o Brasil. Chile, Arábia Saudita e China limitaram a suspensão a produtos catarinenses.

No caso chinês, o secretário de Comércio e Relações Internacionais do Mapa, Augusto Billi, disse que o embargo se restringe a 14 frigoríficos catarinenses. Assim, as plantas gaúchas habilitadas seguem fora da suspensão da China.

O que o RS já viveu

O caso anterior de Newcastle no país foi em Anta Gorda, no RS, em 17 de julho de 2024. Segundo a coluna que apurou o caso, o episódio foi controlado e a OMSA o considerou encerrado 90 dias depois. A doença é de notificação obrigatória, e o país com foco precisa avisar os parceiros comerciais.

Os 60 dias da emergência valem para os quatro municípios catarinenses. A Cidasc mantém as vistorias na área, e a Seapi segue com a vigilância ativa no RS.

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