Exportações do agro gaúcho sobem 10% em nove meses; carne bovina cai 23% em setembro
A China ficou com 44,6% das vendas de setembro, enquanto a carne suína e os bovinos vivos também recuaram.
Redação Bairrista · Repórter de Agro · · 2 min de leitura

As exportações do agronegócio do Rio Grande do Sul somaram US$ 11,75 bilhões de janeiro a setembro de 2026, alta de 10% sobre os US$ 10,69 bilhões do mesmo período de 2025. Em volume, foram 17,93 milhões de toneladas, avanço de 9,8%. Os dados constam do Relatório de Comércio Exterior da Farsul, divulgado nesta quinta (15).

As proteínas andaram em sentidos opostos. Em setembro, a carne de frango in natura subiu 16% em valor e 4% em volume. Já a carne bovina recuou 23% em faturamento e 33% em volume, e a suína in natura caiu 20% em valor e 5% em volume. A carne bovina ficou na contramão do conjunto.
Setembro fecha em US$ 1,86 bilhão
No mês, as vendas externas do agro gaúcho somaram US$ 1,86 bilhão, alta de 10% em receita e de 19,2% em volume, para 2,87 milhões de toneladas. O desempenho foi puxado por complexo soja, celulose, carne de frango e arroz. Fumo, carnes suína e bovina e bovinos vivos tiveram retração.
Os bovinos vivos sofreram o tombo mais forte: queda de 60,2% em valor e de 72,6% em volume, por causa da redução das vendas para a Turquia. Segundo a Farsul, as compras turcas passaram de cerca de US$ 7,6 milhões para US$ 267 mil.
China concentra quase metade das vendas
A China levou US$ 828,1 milhões, ou 44,6% de tudo o que o agro gaúcho vendeu em setembro, com crescimento de 21,8%. A China segue como principal destino do agro gaúcho, mesmo com a retração da carne bovina.
O que mudou na carne bovina no país
No cenário nacional, a China pesou sobre as vendas de carne bovina em setembro. A cota destinada ao Brasil em 2026 é de 1,106 milhão de toneladas, com tarifa de 12%; o que passa do limite paga 55% a mais.
Segundo o Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, as exportações brasileiras de carne bovina para a China caíram 93,5% em setembro, mês em que o país atingiu a cota anual. Os Estados Unidos ocuparam parte do espaço: lideraram as compras da carne bovina brasileira em setembro, com 21,5% do volume embarcado.
A próxima definição vem da China. A renovação da cota chinesa está prevista para o fim de outubro, e parte da carne brasileira aguarda em câmaras frias no país asiático.
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