Copaaergs prevê até 200 mm acima da média de chuva no RS de outubro a dezembro
Boletim da Seapi aponta Norte e Oeste com chuva mais frequente e intensa, enquanto a soja já enfrenta solo úmido e semeadura travada.
Redação Bairrista · Repórter de Agro · · 2 min de leitura

O Conselho Permanente de Agrometeorologia Aplicada do RS (Copaaergs) prevê condições favoráveis ao excesso de chuva no Rio Grande do Sul e em Santa Catarina de outubro a dezembro de 2026. Os acumulados do trimestre podem superar a média histórica em até 200 milímetros, segundo o Boletim 79, divulgado pela Secretaria da Agricultura, Pecuária, Produção Sustentável e Irrigação (Seapi) em 23 de setembro.
Para o produtor, o recado é de menos janelas para entrar na lavoura com máquina. O solo já está úmido e o acesso das máquinas, reduzido.
O que o boletim prevê para o RS
O Copaaergs espera episódios de chuva mais frequentes e, por vezes, intensos no Estado, com maior destaque para as regiões Norte e Oeste. A temperatura deve ficar próxima da média. No Sul do RS, podem ocorrer anomalias negativas de até 0,5 °C. O boletim traz o teto de até 200 mm de excesso, sem valores separados por região.
Soja segue travada, milho avança sob chuva
A semeadura de soja da safra 2026/2027 segue limitada pelas chuvas frequentes, pela elevada umidade do solo e pelo reduzido acesso de máquinas. O plantio se concentra nos locais com autorização para semeadura antecipada ou fora das restrições de financiamento do Zoneamento Agrícola de Risco Climático (Zarc).
Na maior parte do Estado, os produtores priorizaram a dessecação das plantas de cobertura e o preparo das áreas, à espera de condições mais favoráveis. A cautela também vem do risco de ressemeadura após chuvas intensas, por causa dos custos de estabelecer a cultura.
Os números são do Informativo Conjuntural da Emater/RS-Ascar de quinta-feira passada (15). Na região de Santa Rosa, a estimativa é de 6% semeados, de uma área projetada de 786.234 hectares. No Estado, a Emater projeta 6.645.384 hectares de soja e produtividade de 3.183 kg/ha.
No milho, a semeadura avança nas principais regiões produtoras, condicionada pela elevada umidade do solo e por chuvas intensas. O estabelecimento das lavouras de milho é considerado satisfatório.
Onde acompanhar
O Boletim 79 está disponível no site da Seapi (agricultura.rs.gov.br).
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