Governo amplia Força Nacional em aldeias Guarani Kaiowá de Mato Grosso do Sul
O ministro da Justiça anunciou o reforço durante visita a Tacuru e Coronel Sapucaia, na fronteira com o Paraguai, depois de denúncias de ameaças após o segundo turno.
Redação Bairrista · Repórter de Política · · 2 min de leitura

O governo federal vai ampliar o efetivo da Força Nacional em Mato Grosso do Sul para proteger aldeias Guarani Kaiowá. O anúncio foi feito pelo ministro da Justiça e Segurança Pública, Wellington César Lima e Silva, que visitou aldeias na fronteira com o Paraguai neste sábado (31). A medida responde a denúncias de violência e ameaças feitas depois do segundo turno da eleição presidencial.
A medida atende a denúncias de violência política contra povos indígenas na região de fronteira.
Visita a duas aldeias na fronteira
Lima e Silva e os ministros Eloy Terena, dos Povos Indígenas, e Janine Mello, dos Direitos Humanos, visitaram as aldeias Sassoró, em Tacuru, e Taquapery, em Coronel Sapucaia. Os casos de violência política vêm sendo denunciados depois do segundo turno, que reelegeu Luiz Inácio Lula da Silva.
Antes da visita, a Força Nacional já patrulhava três comunidades de Mato Grosso do Sul: Sassoró, em Tacuru, Taquapery, em Coronel Sapucaia, e Limão Verde, em Amambai.
O que é o "Minuto a Minuto"
O ministro explicou que a Força Nacional adotou um procedimento chamado "Minuto a Minuto". As equipes ficam sempre na área de operações, prontas para ir ao local quando houver ocorrência com aparência criminosa ou grave. O acionamento pode ser feito pela Polícia Federal, pela Polícia Rodoviária Federal ou pelas forças estaduais.
Segundo Lima e Silva, o procedimento prevê informações por imagem e identificação do tipo de ocorrência. Quando possível, indica também autoria e materialidade. O governo também anunciou um grupo de trabalho para agilizar o recebimento e o encaminhamento das denúncias.
Denúncias e proteção
O Ministério dos Povos Indígenas recebeu 10 denúncias envolvendo povos indígenas e as encaminhou aos órgãos responsáveis pela investigação. A Funai e o ministério acompanham os relatos em diálogo com lideranças e com o Ministério Público Federal. Os relatos incluem possíveis ameaças à vida, à segurança e à integridade física, além de discriminação e incitação ao ódio.
No plano nacional, o monitoramento do Ministério dos Direitos Humanos somava 189 denúncias de violência política, intimidação e discriminação nas eleições de 2026 até sexta-feira (30).
Em Mato Grosso do Sul, a Superintendência da PF em Campo Grande e as cinco delegacias do interior receberam orientação para atuar 24 horas por dia na identificação de relatos. O estado também tem uma força-tarefa com as polícias estaduais.
O Programa de Proteção aos Defensores de Direitos Humanos acompanha 90 pessoas no estado. Entre elas, 86 são indígenas: 84 Guarani e Kaiowá e duas do povo Terena.
As denúncias podem ser feitas ao Disque 100, canal do Ministério dos Direitos Humanos. Em caso de ameaça imediata, a orientação é acionar a Polícia Federal ou o 190.
Saber mais: fontes consultadas (4)
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