Flávio diz que Lula "engana as pessoas" e que El Salvador é "pouco" em segurança
Candidato do PL prometeu mais de 500 mil vagas em presídios e pena mínima de oito anos para roubo de celular, em evento em São Paulo.
Redação Bairrista · 18 de outubro de 2026 às 09:43 · 2 min de leitura

O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), candidato à Presidência, acusou o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) de enganar eleitores para ganhar votos. Em entrevista ao vivo na TV Globo nesta sexta (16), ele disse: "Ele engana as pessoas pra conseguir voto". Dias antes, na terça (13), Flávio havia dito que o modelo de segurança de El Salvador é pouco para o que pretende fazer no Brasil.

Quem vive no Rio Grande do Sul vai votar entre duas propostas distintas para a segurança pública, que é atribuição principalmente dos estados, mas entra no debate nacional. A frase sobre Lula veio numa crítica ao Bolsa Família. Flávio afirmou que o presidente esqueceu por quatro anos quem recebe o benefício e só o reajustou perto da eleição. Na quinta (15), na mesma emissora, Lula foi questionado sobre o primeiro reajuste do mandato, feito 17 dias antes do primeiro turno. Ele respondeu que ficou sabendo depois que o benefício não tinha sido corrigido.
"El Salvador é pouco": o que ele prometeu
A fala sobre segurança foi feita em discurso no Grande Encontro do Associativismo, promovido pela Associação Comercial de São Paulo no Clube Atlético Monte Líbano. "Aqueles que acham que eu sou radical na segurança pública não viram nada ainda", disse. Ele afirmou que já conversava sobre o assunto com Guilherme Derrite.
Flávio anunciou a intenção de criar "mais de meio milhão de vagas em presídios" e defendeu castração química e prisão mais longa para estupradores e abusadores de mulheres e crianças. Também defendeu mínimo de oito anos de cadeia para ladrões de celular. São promessas de campanha, e não medidas aprovadas.
A referência é ao modelo do presidente salvadorenho Nayib Bukele. Desde março de 2022, El Salvador vive sob estado de exceção, que suspende garantias constitucionais e permite prisões sem ordem judicial. O governo salvadorenho registra queda expressiva nos homicídios, mas organizações internacionais de direitos humanos denunciam prisões arbitrárias, tortura e mortes sob custódia.
O segundo turno entre Flávio e Lula será no domingo (25). Quem vive no Rio Grande do Sul vai votar entre duas propostas distintas para a segurança pública, que é atribuição principalmente dos estados, mas entra no debate nacional.
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