PEC da tarifa zero aos fins de semana deve ir ao Congresso até o 2º turno
Texto ainda não foi publicado, o custo preliminar é de R$ 6 bilhões por ano e o transporte coletivo é atribuição das prefeituras.
Por que afeta o RS: Se aprovada, a medida pode alterar o orçamento de municípios gaúchos e o transporte público local.
Redação Bairrista · 18 de outubro de 2026 às 10:33 · 2 min de leitura

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) anunciou na quinta-feira (15) que enviará ao Congresso uma PEC para garantir passe livre no transporte público aos fins de semana. A gratuidade valeria nas cidades com transporte coletivo. O ministro da Secom, Sidônio Palmeira, disse que o texto está pronto e deve seguir na semana de 19 a 25 de outubro. O segundo turno está marcado para o dia 25. A proposta ainda não foi enviada nem votada, e o texto não foi divulgado.
Para o gaúcho, o ponto central é quem paga. Pela Constituição, o transporte público é atribuição dos municípios, e muitas cidades já usam recursos dos cofres públicos para bancar o serviço mesmo com cobrança de passagem. Em Porto Alegre, Caxias do Sul e Pelotas, portanto, o serviço está a cargo das prefeituras, e a gratuidade aos sábados e domingos mexeria com esses orçamentos. Nenhuma das três divulgou estimativa de impacto.
Emendas parlamentares custeariam a medida
Lula afirmou que o dinheiro virá de emendas parlamentares. Ele não deixou claro se as emendas vão custear integralmente a tarifa zero ou não. A estimativa preliminar divulgada pelo Valor, com base em integrantes da área econômica, é de cerca de R$ 6 bilhões por ano para a gratuidade restrita aos fins de semana. Não se trata de cálculo oficial.
Antes do primeiro turno, o Ministério da Fazenda pediu um estudo sobre caminhos para a mudança, e cálculos preliminares indicaram que o custo fiscal da tarifa zero poderia passar de R$ 80 bilhões. Entidades do setor de transportes e prefeituras dizem que ainda é impossível saber com exatidão o impacto da medida no País.
A oposição reage. O deputado Sóstenes Cavalcante, líder do PL na Câmara, chamou a proposta de eleitoreira, questionou a origem dos recursos e alertou para risco de aperto financeiro nas prefeituras.
Aprovação exige três quintos nas duas Casas
Uma emenda constitucional precisa do apoio de pelo menos três quintos dos parlamentares de cada Casa, em dois turnos de votação. Na prática, são 308 dos 513 deputados e 49 dos 81 senadores em cada votação. Palmeira afirmou que o texto ainda será debatido com o Parlamento.
O próximo passo é o envio da PEC à Câmara dos Deputados, previsto para a semana de 19 a 25 de outubro. Só depois disso será possível saber o texto, a regra de repasse e o que cabe a cada prefeitura gaúcha.
Perguntas frequentes
Quando a PEC da tarifa zero deve ser enviada ao Congresso?
Segundo o ministro Sidônio Palmeira, o envio deve ocorrer na semana de 19 a 25 de outubro, mas o texto ainda não foi divulgado.
Quem paga o transporte público gratuito aos fins de semana?
Pela Constituição, o transporte público é atribuição dos municípios, e o presidente disse que o dinheiro viria de emendas parlamentares, sem definição clara.
Quantos votos são necessários para aprovar a PEC?
Pelo menos três quintos de cada Casa, em dois turnos: 308 dos 513 deputados e 49 dos 81 senadores.
Leia também
Moraes mandou juntar conversas de jornalista ao inquérito mesmo após alerta da PF sobre sigilo da fonte

Lula e Flávio fazem primeiro debate do 2º turno na Band neste domingo, às 20h

Áudio de Walfrido Warde a Vorcaro cita 'apoio do presidente' e do PT

31 seções eleitorais do RS mudam de local para o 2º turno e afetam 9.578 eleitores

Mais lidas
1TSE mantém por 7 a 0 ordem que obriga Meta a tratar Lula e Flávio igual no 2º turno2Noite do Arroz discute safra 2026/27 em Arroio Grande; RS semeou 36,83% da área3Dólar cai 0,26% e fecha a R$ 5,0735, mas sobe 1,77% na semana com eleição apertada4Lula e Flávio Bolsonaro encaram 30 minutos de confronto livre no debate da Band5Expofeira de Canguçu reúne 39 animais Devon e Bravon à venda nas mangueiras