Flávio Bolsonaro rejeita mudar regra para pai ou irmãos disputarem sua sucessão
Na entrevista à TV Globo, o candidato do PL deixou ao Congresso a decisão sobre mandato de quatro ou cinco anos e sobre estender o fim da reeleição a governadores.
Redação Bairrista · 17 de outubro de 2026 às 09:13 · 2 min de leitura

O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), candidato à Presidência, disse que não apoiaria mudança na Constituição que permitisse ao pai ou aos irmãos disputar a sua sucessão. A declaração veio em entrevista à TV Globo na sexta-feira (16), a nove dias do segundo turno contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), marcado para 25 de outubro.

Para o eleitor gaúcho, o ponto mais direto é o alcance da proposta. Se o fim da reeleição chegar aos governadores, a regra vale também para o Palácio Piratini nas próximas eleições estaduais. Flávio disse que essa decisão é do Congresso.
Regra atual já vale para parentes, diz Flávio
Questionado sobre a hipótese de Jair Bolsonaro ou de irmãos seus concorrerem depois dele, Flávio respondeu que a regra atual vale. "É como está na regra que vale, parentes até o terceiro grau também são considerados uma reeleição" , afirmou.
A campanha de Lula explora a narrativa de que, se Flávio for eleito, o candidato da direita em 2030 seria Jair Bolsonaro . Jair está inelegível e preso desde agosto do ano passado, condenado por tentativa de golpe de Estado.
Mandato e governadores ficam com o Congresso
Flávio afirmou que é autor da PEC que acaba com a reeleição para presidente e que o tamanho do mandato depende de deputados e senadores. Disse que o Congresso decide se o mandato continua com quatro anos ou não . Se o prazo ficar em quatro anos, essa será a duração de um eventual governo seu .
Sobre os demais cargos, ele disse que cabe ao Congresso decidir se o fim da reeleição chega a governadores e prefeitos . A PEC 4/2026, protocolada por ele em 2 de março, mantém a reeleição de prefeitos e governadores .
O senador disse ainda que só precisa de um mandato e que não quer começar o governo pensando em reeleição. A entrevista foi conduzida pela jornalista Renata Lo Prete.
PEC depende de votação na Câmara e no Senado
A PEC está no Senado e depende de aprovação das duas Casas do Congresso. Os eleitores voltam às urnas no segundo turno em 25 de outubro.
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