Flávio Bolsonaro promete manter mínimo acima da inflação e cortar 10 ministérios
Candidato do PL diz que não mexe nas aposentadorias nem nos pisos de saúde e educação e estima levantar mais de R$ 200 bilhões por ano com a securitização de dívidas.
Redação Bairrista · 17 de outubro de 2026 às 09:16 · 2 min de leitura

O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), candidato à Presidência, afirmou nesta sexta (16), em entrevista à TV Globo, que manterá os reajustes do salário mínimo acima da inflação. Ele também descartou desvincular as aposentadorias do mínimo e mexer na Constituição para acabar com os pisos obrigatórios de gasto em saúde e educação. Para fechar as contas, propôs cortar ao menos 10 ministérios e securitizar dívidas a receber da União.

Para quem vive no Rio Grande do Sul, a promessa trata de renda e de serviço público. O salário mínimo é a referência para o reajuste das aposentadorias, e os pisos de saúde e educação orientam o orçamento da União, dos estados e dos municípios. A proposta é nacional, e Flávio não apresentou estimativa de impacto para o estado.
Candidato quer cortar ao menos 10 dos 39 ministérios
A entrevista foi conduzida pela jornalista Renata Lo Prete.
Segundo ele, o governo federal tem 39 ministérios, e a intenção é cortar pelo menos 10. Ele não disse quais pastas seriam extintas.
Flávio também ligou parte dos gastos públicos à corrupção e à má gestão de estatais. Sobre a securitização, estimou que, de quase R$ 3 trilhões em dívidas que a União tem a receber, seria possível trazer mais de R$ 200 bilhões por ano ao orçamento. Citou ainda os royalties do petróleo como outra fonte de receitas.
Ele reconheceu que a redução de ministérios, sozinha, não bastaria para uma economia de R$ 200 bilhões por ano.
Também citou o aproveitamento de imóveis públicos e o combate à corrupção.
Flávio diz que Lula espalha informações falsas
O candidato afirmou que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), seu adversário no segundo turno, usa informações sobre cortes em benefícios sociais e privatizações. Flávio chamou isso de terrorismo e disse que o adversário espalha informações falsas. Sobre a situação fiscal, afirmou: "O maior ajuste fiscal que o Brasil pode fazer é tirar o Lula."
A entrevista aconteceu nove dias antes do segundo turno, marcado para domingo (25). Os gaúchos votam entre Flávio e Lula nesse dia.
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