Flávio Bolsonaro faz comício em Porto Alegre e não cita a PEC da 6x1 votada no Senado
Candidato do PL falou de segurança pública e maioridade penal no Largo Glênio Peres, um dia depois de declarar voto a favor do fim da escala.
Redação Bairrista · 14 de outubro de 2026 às 20:45 · 2 min de leitura

O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), candidato à Presidência, fez comício no Centro Histórico de Porto Alegre nesta quarta (14). No mesmo dia, o Senado analisava a PEC do fim da escala 6x1, bandeira da campanha do adversário no segundo turno, o presidente Lula (PT). No palanque, Flávio falou da PEC da Segurança Pública e da redução da maioridade penal para 16 anos.
A PEC que o Senado votava mexe com a rotina de quem trabalha no RS e no resto do país. O texto reduz a jornada semanal máxima de 44 para 40 horas, com dois dias de descanso remunerado e sem redução salarial. Na terça (13), Flávio havia anunciado que votaria a favor.
Agenda no Sarandi e comício no Largo Glênio Peres
Às 15h, o candidato visitou o Sarandi, uma das comunidades mais atingidas pelas enchentes de 2024. Às 17h, fez o comício no Largo Glênio Peres. Em Porto Alegre, Flávio prometeu retomar as obras de contenção de cheias e a malha ferroviária do Sul.
No palanque, Flávio defendeu incluir na PEC da Segurança Pública a redução da maioridade penal para 16 anos.
A campanha previa a presença de quatro governadores. Do Sul, Luciano Zucco (PL), eleito no Rio Grande do Sul, Sergio Moro (PL), eleito no Paraná, e Jorginho Mello (PL), reeleito em Santa Catarina. De São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), reeleito. Foi o primeiro evento de Tarcísio na campanha de Flávio fora de São Paulo.
Voto remoto e votação em Brasília
A expectativa era que Flávio votasse por um aplicativo usado pelos senadores em sessões semipresenciais. A decisão de votar a favor veio com ressalvas. Segundo o Poder360, o senador declarou voto favorável, mas criticou a proposta.
No Senado, a quinta e última sessão de discussão em primeiro turno estava prevista para quarta (14). O presidente da Casa, Davi Alcolumbre (União-AP), informou que a base do governo já reuniu as assinaturas para o requerimento que dispensa a pausa entre o primeiro e o segundo turno. A PEC precisa de pelo menos 49 votos favoráveis em cada turno. Aliados do governo diziam que a medida já tinha votos suficientes para avançar.
Se for aprovada em dois turnos no Senado, a proposta segue para promulgação.
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