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EUA mantêm proteção a imigrantes da Ucrânia e do Sudão no dia em que ela venceria

O governo americano não fixou prazo nem data para a decisão final sobre o TPS, que cobre dezenas de milhares de ucranianos e milhares de sudaneses.

Redação Bairrista · Repórter de Política · · 2 min de leitura

Dois homens conversam em uma sala do Departamento de Segurança Interna dos EUA (DHS), em Washington.
Foto: DHSgov / Wikimedia Commons (Public domain)

O Departamento de Segurança Interna dos Estados Unidos (DHS) informou nesta segunda (19) que imigrantes da Ucrânia e do Sudão podem manter, por enquanto, o Status de Proteção Temporária (TPS). A proteção estava marcada para expirar naquele mesmo dia.

A medida vale só para nacionais dos dois países que já estão inscritos no programa e não muda regras para brasileiros. Quem tem TPS segue com permissão para viver e trabalhar nos EUA. Um porta-voz do DHS disse que os anúncios sobre os titulares ucranianos e sudaneses serão feitos "no momento apropriado" e que as proteções seguem valendo.

Sem prazo e sem decisão formal

O DHS não anunciou uma extensão formal nem informou por quanto tempo a manutenção vale. Uma busca no banco público do Federal Register, o diário oficial americano, não encontrou aviso de término nem de nova extensão para os dois países. As proteções vinham de uma prorrogação de 18 meses concedida em janeiro de 2025, válida de 20 de abril de 2025 a 19 de outubro de 2026.

Os números de beneficiados variam conforme a fonte. Reportagem da AP estimou cerca de 101 mil ucranianos e 1,8 mil sudaneses. A Reuters cita 240 mil ucranianos registrados e 6,8 mil sudaneses.

Em um ano e meio, o governo de Donald Trump revogou o TPS de mais de 1 milhão de imigrantes de mais de uma dúzia de países, entre eles Afeganistão, Haiti e Venezuela. Em setembro, a administração deixou os salvadorenhos manterem a proteção.

A organização Global Refuge, voltada a refugiados, recebeu bem a manutenção, mas cobrou uma decisão oficial por escrito. A entidade pede certeza para inscritos, dependentes e empregadores. A presidente e CEO do grupo, Krish O'Mara Vignarajah, afirmou que o momento de agir já tinha passado, semanas antes.

O DHS não informou quando anunciará a decisão final sobre os dois programas.

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