Estudo separa ataques de insultos a candidatas; Hilton lidera em ataques, Tebet no total
Levantamento do MonitorA contou 257 ataques e 421 insultos em 680 comentários negativos; 98% das ofensas seguem no X, segundo checagem posterior.
Redação Bairrista · Repórter de Política · · 1 min de leitura

O MonitorA, observatório de violência política de gênero nas redes, analisou 2.202 comentários em perfis de 143 candidatas entre 1º e 4 de outubro. Do total, 680 foram classificados como negativos: 257 ataques e 421 insultos. Erika Hilton, Simone Tebet, Marina Silva e Soraya Thronicke foram os principais alvos no primeiro turno. O levantamento é nacional e não traz recorte do Rio Grande do Sul.

A diferença entre as duas categorias muda a leitura dos números. Ataque é o conteúdo ofensivo que tenta inferiorizar a candidata por gênero, raça, orientação sexual, deficiência, religião ou identidade de gênero. Insulto é linguagem hostil que não mobiliza diretamente essas desigualdades. Pelas contas do estudo, os ataques somam 37,79% dos comentários negativos, e os insultos, 61,91%.
Tebet lidera no total; Hilton, nos ataques
Somando ataques e insultos, Tebet aparece com 221 ocorrências. Hilton tem 110, Thronicke, 105, e Marina, 103. As quatro juntas respondem por 539 dos 680 comentários negativos, ou 79,26%.
Quando se olham só os ataques, a ordem muda. Hilton lidera, com 73, seguida por Marina, com 63, e por Tebet, com 55. Isso indica que boa parte das 221 ocorrências de Tebet, cerca de 166, é de insultos, sem marcador de gênero, raça ou outro.
O X concentrou 557 das 680 ocorrências negativas: 226 ataques e 331 insultos.
Ofensas seguem no ar
Em novo levantamento, divulgado na quinta (22), o MonitorA checou 1.101 comentários já classificados como ataques, coletados desde 16 de agosto nos perfis monitorados no X. Apenas 18 não estavam mais disponíveis até 15 de outubro. Ou seja, 98% dos ataques continuam no ar. Hilton, Marina e Tebet aparecem como principais alvos também nessa checagem.
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