🔍
Urgente Irã ameaça alvos de energia se EUA atacarem; Trump fala em ataque ou acordo
Domingo, 25 de outubro de 2026 · Edição para POADólar R$ 5,00 ▼ 1,32%Euro R$ 5,56 ▼ 2,10%Ibov 205,1 mil ▼ 0,17%Nasdaq 26,0 mil ▼ 0,71%16°C 🌧
Agro
EconomiaBrasil

Empresários ouvem promessa de conter a dívida, mas Lula não a endossa em público

A dívida bruta chegou a 82,9% do PIB em agosto; no debate de sexta (23), Lula disse que o crescimento reduzirá o endividamento e criticou cortes de gastos.

Redação Bairrista · Repórter de Economia · · 2 min de leitura

Foto: Empresários ouvem promessa de conter a dívida, mas Lula não a endossa em público
Foto: Lula Oficial / Wikimedia Commons (CC BY-SA 4.0)

Banqueiros e empresários cobram, em conversas reservadas, que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) contenha o aumento da dívida pública. Segundo relatos de bastidor da imprensa, emissários dele teriam prometido a empresários que isso será diretriz de um eventual novo mandato. Em público, Lula aposta no crescimento, não no ajuste, para reduzir a dívida.

Para quem vive no Rio Grande do Sul, o assunto chega ao bolso. Na entrevista à Band em setembro, os jornalistas lembraram que economistas indicam o endividamento como um obstáculo à queda dos juros. Juro alto encarece o crédito de quem produz e de quem consome.

Os relatos não identificam os emissários nem os empresários que teriam ouvido o compromisso.

O que Lula diz em público

No debate da TV Globo, na sexta-feira (23), Lula afirmou que a dívida pública vai cair com o crescimento do PIB e criticou propostas de corte de gastos. Na tréplica, ele disse: "Quanto mais a economia crescer, mais a gente vai poder diminuir a dívida".

Em setembro, Lula disse que a dívida pública "irreal" não lhe causa pânico e citou as reservas internacionais do Brasil para justificar a avaliação. Nas duas ocasiões, a saída apontada foi o crescimento da economia, não o ajuste.

Dívida chegou a 82,9% do PIB em agosto

A Dívida Bruta do Governo Geral chegou a R$ 10,9 trilhões em julho, o equivalente a 82,5% do PIB. Em agosto, a dívida bruta atingiu 82,9% do PIB, próxima de R$ 11,1 trilhões.

Pacote eleitoral pesa nas contas

Analistas veem dificuldade para um eventual ajuste. Segundo cálculo da Warren Investimentos, o pacote eleitoral de Lula soma quase R$ 200 bilhões em despesas até 2030. A conta é anterior à proposta de tarifa zero no transporte aos fins de semana. Para os analistas ouvidos pela BBC, Lula tem desgaste de credibilidade para conduzir um ajuste fiscal.

Entre as medidas, Lula sancionou lei que perdoa dívidas de microempreendedores individuais com a União, o que beneficia cerca de 3,6 milhões de MEIs. O governo também incluiu os MEIs no Desenrola 3.0, com descontos de pelo menos 90%.

O adversário, Flávio Bolsonaro (PL), promete um ajuste centrado em cortes de ministérios, cargos comissionados e supersalários. Segundo o g1, os dois candidatos não detalharam de onde virão os recursos para as propostas.

O espaço para qualquer um dos dois é estreito. Dos R$ 2,8 trilhões previstos no Orçamento de 2027, 90% estão comprometidos com despesas obrigatórias. O especialista em contas públicas Murilo Viana afirma que as projeções do Tesouro Nacional apontam redução dos recursos disponíveis ao governo também nos próximos anos.

Perguntas frequentes

Qual foi a dívida bruta do governo em agosto?

A dívida bruta do Governo Geral atingiu 82,9% do PIB em agosto, próxima de R$ 11,1 trilhões.

O que Lula disse sobre a dívida pública no debate da Globo?

Lula afirmou que a dívida vai cair com o crescimento do PIB e criticou propostas de corte de gastos.

Por que a dívida pública afeta quem vive no Rio Grande do Sul?

Economistas apontam que o endividamento dificulta a queda dos juros, e juros altos encarecem o crédito de quem produz e consome.

📱 As principais do dia, do teu jeito

Escolhe os assuntos e a região. Chega no WhatsApp, no e-mail ou nos dois. Sai quando quiser.

Sem spam e de graça, como tem que ser 🧉 · privacidade

Saber mais

Produzida e checada pela redação do Bairrista. Viu um erro? Fala com a redação.

Leia também