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EconomiaMundoAfeta o RS

Dólar global bate máxima em 17 meses após inflação dos EUA subir a 3,7% em setembro

Índice Bloomberg do dólar avançou até 0,4% nesta quarta (14), e o mercado já vê entre 40% e 54% de chance de nova alta de juros pelo Fed em 28 de outubro.

Por que afeta o RS: Dólar mais forte tende a encarecer fertilizantes, defensivos e trigo importados usados no RS, ao mesmo tempo em que favorece a receita em reais de exportadores gaúchos de soja, carnes e tabaco.

Redação Bairrista · 14 de outubro de 2026 às 11:35 · 2 min de leitura

Dólar global bate máxima em 17 meses após inflação dos EUA subir a 3,7% em setembro
Foto: Banco Central do Brasil / Wikimedia Commons (CC BY 2.0)

O dólar chegou ao maior nível frente a outras moedas desde maio de 2025 nesta quarta (14). O índice Bloomberg Dollar Spot subiu até 0,4%, depois de os preços ao consumidor nos Estados Unidos avançarem no ritmo mais rápido em cinco meses, puxados pelos combustíveis.

Para o RS, o efeito vem em duas direções. Fertilizantes, defensivos e trigo importados são cotados em dólar, e o câmbio mais alto tende a encarecer a lavoura. Quem vende soja, carnes e tabaco ao exterior recebe mais reais por dólar embarcado. Às 9h35, o dólar comercial subia 0,52%, cotado a R$ 5,047 na venda.

O que mostrou a inflação americana

O Bureau of Labor Statistics informou que o índice de preços ao consumidor subiu 0,6% em setembro, e 3,7% em 12 meses. A projeção do consenso era de 0,6% no mês e 3,6% na comparação anual. Ou seja, a alta mensal veio em linha, e o ritmo anual ficou um décimo acima. Em agosto, a taxa anual era de 3,4%.

O núcleo, que exclui alimentos e energia, subiu 0,3% no mês e 2,6% em 12 meses, contra estimativas de 0,2% e 2,5%. A gasolina avançou 9,1% e respondeu por metade da alta do índice.

Aposta em juros mais altos

O Fed, presidido por Kevin Warsh, elevou os juros em setembro para a faixa de 3,75% a 4,00% ao ano. Foi a primeira alta em três anos. A maioria dos dirigentes projetou outro aumento até o fim de 2026, e a ata da reunião mostrou divisão sobre o momento.

Antes do dado, a chance de alta em outubro era de cerca de 22%. Depois do relatório, subiu para perto de 40%, segundo cálculo da Reuters com contratos futuros. A ferramenta CME FedWatch indicava cerca de 54%. A probabilidade de ao menos uma alta até dezembro passou de 96%.

Serviço

  • Decisão do Fed: quarta-feira, 28 de outubro, às 15h (horário de Brasília).
  • Próximo CPI dos EUA (outubro): 10 de novembro.

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