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Dois navios afundam no Estreito de Ormuz; ataque a um deles matou tripulante indiano

O GFS Pride, de Singapura, foi atingido na terça (13); o Cape Dao, atacado em 23 de setembro, consta como naufragado em dados da Organização Marítima Internacional.

Redação Bairrista · 15 de outubro de 2026 às 21:51 · 2 min de leitura

Imagem de arquivo da Marinha dos EUA (domínio público) ligada ao tema de navios no Oriente Médio
Foto: U.S. Navy photo by Mass Communication Specialist 2nd Class Kitt Amaritnant / Wikimedia Commons (Public domain)

O cargueiro de contêineres GFS Pride, registrado em Singapura, foi atingido por um projétil não identificado na terça (13), pegou fogo e afundou no Estreito de Ormuz. Os 21 tripulantes foram evacuados, e a autoridade marítima de Singapura não registrou feridos. Na quarta (14), dados da Organização Marítima Internacional (IMO) indicaram que o graneleiro Cape Dao, de bandeira de Antígua e Barbuda, também afundou. O navio tinha sido atingido por um projétil em 23 de setembro.

A sequência de ataques mexe com o preço do petróleo, que serve de base para o diesel e a gasolina vendidos no Rio Grande do Sul. Segundo a CNN, os ataques aumentaram bastante desde o fim de setembro, reduziram de novo o petróleo que sai do Oriente Médio e elevaram os preços no mundo todo.

Morte ocorreu no ataque de 23 de setembro

O tripulante indiano morreu no ataque inicial ao Cape Dao, não no naufrágio. O navio foi atingido a cerca de 2,5 milhas náuticas da costa de Omã, segundo o Centro de Segurança Marítima omanense. O ataque provocou incêndio na sala de máquinas, e um navio da Marinha Real de Omã retirou 27 sobreviventes.

O sindicato Forward Seamen's Union of India identificou a vítima como Suraj Yadav, auxiliar de máquinas natural de Deoria, em Uttar Pradesh. A embaixada da Índia em Omã confirmou a morte de um indiano.

Autoria segue em disputa no caso do GFS Pride

A autoridade de Singapura fala em projéteis de origem desconhecida. A Guarda Revolucionária do Irã afirmou que o navio bateu em uma mina naval ao tentar usar uma rota que chamou de não autorizada. Um ex-oficial da Marinha dos Estados Unidos ouvido pela CNN duvida da versão e considera mais provável um ataque de drone.

Outro navio da mesma frota, o GFS Giselle, também de Singapura, foi atingido na quarta (14). Ele sofreu danos no casco e chegou por conta própria a um ancoradouro seguro, com os 22 tripulantes sem ferimentos.

Segundo a IMO, GFS Pride e Cape Dao são o segundo e o terceiro navios a afundar no Oriente Médio desde o início da guerra com o Irã, em fevereiro. A autoridade marítima de Singapura disse que mantém contato com a empresa que administra os navios e acompanha a situação.

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