🔍
Urgente Nova Pádua dá 90,56% a Flávio Bolsonaro, maior índice do país; Lula tem 92,34% em PE
Segunda-feira, 26 de outubro de 2026 · Edição para POADólar R$ 4,97 ▼ 1,43%Euro R$ 5,57 ▼ 1,30%Ibov 205,1 mil ▼ 0,17%Nasdaq 26,0 mil ▼ 0,71%14°C ☀
Agro
EconomiaBrasil

Dívida perto de 83% do PIB e promessas de campanha dificultam ajuste fiscal do 4º governo Lula

Mercado projeta dívida bruta de 87% do PIB em 2027, e o Citi calcula que estabilizar a trajetória exigiria esforço de cerca de 4 pontos do PIB.

Redação Bairrista · Repórter de Economia · · 2 min de leitura

Luiz Inácio Lula da Silva concede declaração à imprensa. Dívida pública e ajuste fiscal são desafios do novo governo.
Foto: Divulgação/Antena1

Reeleito neste domingo (25), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) começa o quarto mandato com a dívida pública em alta e promessas de campanha para financiar. Economistas de mercado avaliam que esse conjunto tende a dificultar a contenção do endividamento, compromisso que aliados do governo assumiram com o mercado financeiro nos últimos meses.

Para quem vive no Rio Grande do Sul, o risco fiscal chega pelo bolso: segundo o Citi, sem uma consolidação fiscal crível, as expectativas de inflação devem seguir sob pressão de alta.

O que dizem os números

A dívida pública está próxima de 83% do PIB. O Prisma Fiscal de outubro, divulgado em 15 de outubro pela Secretaria de Política Econômica do Ministério da Fazenda, reúne as projeções de mercado. A mediana para a Dívida Bruta do Governo Geral passou de 83,2% para 83,4% do PIB em 2026, e a estimativa para 2027 ficou em 87%.

Para o resultado primário do Governo Central, o mercado projeta déficit de R$ 53,048 bilhões em 2026 e de R$ 44 bilhões em 2027. A meta oficial é de superávit de 0,50% do PIB em 2027, o equivalente a R$ 73,2 bilhões.

Nas contas do Citi, estabilizar a dívida pediria superávit primário de 3,3% do PIB. Como o resultado atual é um déficit efetivo de cerca de 0,5%, o esforço seria de quase 4 pontos percentuais do PIB.

Meta de campanha e pressão por gastos

Durante a campanha, a equipe de Lula se comprometeu com ajuste de aproximadamente 2% do PIB, de forma gradual ao longo do mandato, com nova revisão de incentivos tributários. Outra versão aparece em balanço sobre o novo governo: Lula defendeu manter o arcabouço fiscal e reduzir o déficit aos poucos, até um superávit primário de 1,3% do PIB em 2030.

A economista Alessandra Ribeiro, da Tendências Consultoria, aponta a valorização do salário mínimo, os gastos previdenciários, os mínimos constitucionais de saúde e educação e as emendas parlamentares como desafios para o equilíbrio fiscal.

O primeiro teste político está marcado: o Congresso que toma posse em fevereiro terá presença ampliada da direita, e o governo precisará negociar o ajuste com ele.

📱 As principais do dia, do teu jeito

Escolhe os assuntos e a região. Chega no WhatsApp, no e-mail ou nos dois. Sai quando quiser.

Sem spam e de graça, como tem que ser 🧉 · privacidade

Saber mais

Produzida e checada pela redação do Bairrista. Viu um erro? Fala com a redação.

Leia também