🔍
Sábado, 17 de outubro de 2026 · Edição para POAIbov 205,4 mil ▼ 0,38%20°C ☀
Alerta laranja Inmet: Ventos Costeiros · 115 municípios do RS · Defesa Civil 199
Agro
Chuva trava a soja no RS: na região de Santa Rosa, só 6% da área foi semeada
PolíticaBrasil

Datafolha: eleitores de Flávio citam mudança (41%) e os de Lula, proteção social (48%)

Pesquisa feita em 13 e 14 de outubro, a 8 dias do segundo turno, mostra que cada lado vota por razões diferentes, com Flávio em 51% e Lula em 49% dos votos válidos.

Redação Bairrista · 17 de outubro de 2026 às 13:57 · 4 min de leitura

Ilustração: foto de arquivo do TSE (Tribunal Superior Eleitoral), crédito Wikimedia Commons, domínio público.
Foto: TSE - Tribunal Superior Eleitoral / Wikimedia Commons (Public domain)

O desejo de mudança e de alternância de poder é a principal razão de quem vota em Flávio Bolsonaro (PL), citada por 41% dos eleitores do senador. Entre os eleitores do presidente Lula (PT), a razão mais citada é a proteção social e de classe, apontada por 48%. Os dados são de pesquisa Datafolha divulgada neste sábado (17), a oito dias do segundo turno, marcado para domingo (25).

Quadro: Datafolha: eleitores de Flávio citam mudança (41%) e os de Lula, proteção social (48%)
Entenda em um quadro · Bairrista

Mesma lista para os dois lados

O Datafolha ouviu 2.520 pessoas de 16 anos ou mais em 153 municípios, na terça (13) e na quarta (14). A pesquisa foi encomendada pela Folha de S.Paulo, tem margem de erro de dois pontos percentuais e está registrada no TSE sob o número BR-00466/2026. O nível de confiança é de 95%. O levantamento é nacional e não separa os motivos de voto por estado. Flávio lidera numericamente no Sul e no Sudeste.

Os entrevistadores apresentaram a mesma lista de razões aos eleitores dos dois candidatos, e cada pessoa podia escolher mais de uma. Como a pergunta aceitava várias respostas, os percentuais não somam 100%.

Entre os eleitores de Flávio, os motivos mais citados depois da mudança foram:

  • rejeição a Lula e ao PT: 31%
  • economia e custo de vida: 16%
  • propostas e qualidade do candidato: 15%
  • desempenho e legado: 14%
  • valores, ideologia e democracia: 13%
  • integridade e corrupção: 11%
  • serviços públicos e segurança: 10%

Outros 12% disseram não ter motivo específico. Entre quem ganha menos de dois salários mínimos, o índice chega a 16%.

Entre os eleitores de Lula, a proteção social e de classe sobe a 52% entre quem tem ensino fundamental e a 59% entre os evangélicos. Depois dela aparecem desempenho e legado (22%), rejeição a Flávio (17%), valores, ideologia e democracia (11%) e propostas e qualidades do presidente (10%). Não souberam apontar motivo específico 9%.

Renda e idade mudam o peso da mudança

A mudança pesa mais entre os eleitores de Flávio com renda acima de cinco salários mínimos (47%) do que entre os que ganham até dois (38%). Entre os jovens de 16 a 24 anos que votam nele, só 24% citam a mudança. Nessa faixa, 31% apontam as propostas e as qualidades do candidato.

Entre os jovens eleitores de Lula, a motivação ideológica chega a 20%.

Quase ninguém inverte o argumento do adversário. Só 1% dos eleitores de Lula cita mudança e alternativa. Entre os de Flávio, 5% citam proteção social e de classe.

Disputa segue apertada

Na pesquisa divulgada na quinta (15), Flávio tinha 51% dos votos válidos e Lula, 49%, o que configura empate técnico.

Os votos válidos excluem brancos, nulos e indecisos e são a métrica do TSE para o placar final.

Nos votos totais, o placar é de 47% para Flávio e 45% para Lula.

Na rodada anterior, Flávio tinha 52% e Lula, 48%.

Em outro recorte da mesma rodada, 17% dos eleitores de Flávio dizem votar para tirar Lula. Uma semana antes, eram 25%.

Entre os eleitores de Lula, o voto para barrar Flávio ficou praticamente estável, com 12% agora e 13% antes. As perguntas são diferentes das divulgadas neste sábado.

Na entrevista à TV Globo na sexta (16), Flávio disse que pretende governar por um mandato só e repetiu a proposta de acabar com a reeleição. Não deixou claro se isso significaria ampliar o próprio período na Presidência.

A campanha do senador aposta no discurso da mudança e em críticas à economia do governo Lula. Já a campanha do presidente tenta elevar a rejeição a Flávio, com o argumento de que ele cortaria benefícios sociais. Também cita projetos aprovados na reta final, como o fim da escala 6x1.

Rejeição aos dois lidera entre brancos e nulos

Entre quem pretende anular ou votar em branco (6% na última pesquisa), a razão mais citada é a rejeição aos dois candidatos, com 37%.

Serviço: o segundo turno é no domingo (25), com votação das 8h às 17h, no horário de Brasília. O eleitor deve levar documento oficial com foto e pode consultar o local de votação no site do TSE ou no aplicativo e-Título. O registro da pesquisa pode ser conferido no sistema PesqEle, do TSE, pelo número BR-00466/2026.

Perguntas frequentes

Quando é o segundo turno das eleições de 2026?

Domingo (25), com votação das 8h às 17h, no horário de Brasília.

O que levar para votar no segundo turno?

Documento oficial com foto. O local de votação pode ser consultado no site do TSE ou no aplicativo e-Título.

Como consultar a pesquisa Datafolha registrada?

Pelo sistema PesqEle, do TSE, com o número BR-00466/2026.

📱 As principais do dia, do teu jeito

Escolhe os assuntos e a região. Chega no WhatsApp, no e-mail ou nos dois. Sai quando quiser.

Sem spam e de graça, como tem que ser 🧉 · privacidade

Saber mais

Produzida e checada pela redação do Bairrista. Viu um erro? Fala com a redação.

Leia também