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PolíticaBrasilAfeta o RS

Datafolha: 59% veem efeito positivo do fim da 6x1 na vida pessoal, ante 68% em março

Pesquisa feita após a promulgação da Emenda 141 mostra que 41% esperam efeito ruim ou péssimo para as empresas; a jornada cai para 42 horas em 16 de dezembro.

Por que afeta o RS: A redução da jornada de 6x1 para 5x2 alcança trabalhadores celetistas de todo o estado, com impacto direto em escalas de comércio, indústria e serviços.

Redação Bairrista · Repórter de Política · · 2 min de leitura

Congresso Nacional promulga a emenda que põe fim à escala 6x1; a jornada passa a 40 horas semanais.
Foto: Divulgação/Agência Câmara

A parcela de brasileiros que espera efeito ótimo ou bom do fim da escala 6x1 sobre a própria vida caiu de 68% em março para 59% em outubro. O dado é do Datafolha, divulgado na sexta (23). O levantamento, encomendado pela Globo e pela Folha de S.Paulo, ouviu 2.154 pessoas com 16 anos ou mais entre 20 e 22 de outubro. A margem de erro é de dois pontos percentuais, com confiança de 95%.

Quadro: Datafolha: 59% veem efeito positivo do fim da 6x1 na vida pessoal, ante 68% em março
Entenda em um quadro · Bairrista

A pesquisa veio depois de o Congresso promulgar a mudança. A Emenda Constitucional 141, originada da PEC 221/2019, substitui a escala 6x1 pela jornada de cinco dias de trabalho e dois de descanso (5x2), sem redução salarial. Para o trabalhador gaúcho de carteira assinada, isso significa dois dias de repouso remunerado por semana e jornada máxima de 42 horas a partir de 16 de dezembro. A Assespro-RS, entidade das empresas de tecnologia do estado, avisa que a regra também alcança empresas que já adotam cinco dias por semana. É o caso das que cumprem 44 horas com compensação do sábado.

O que o Datafolha encontrou

Sobre a vida pessoal, 59% responderam ótimo ou bom, 18% regular, 19% ruim ou péssimo e 5% não souberam. A queda de nove pontos desde março é maior que a margem de erro.

O instituto também perguntou sobre outros três efeitos. Para a economia, 47% veem efeito ótimo ou bom e 26% ruim ou péssimo. Para as empresas, 41% esperam efeito ruim ou péssimo. Para a qualidade de vida dos trabalhadores em geral, o resultado positivo chega a 75%.

Como fica a regra

O Congresso promulgou a emenda na sexta-feira, 16 de outubro. O texto reduz a jornada máxima de 44 para 40 horas semanais, sem redução salarial, e garante dois dias de descanso por semana. Um dos dias de repouso será, preferencialmente, o domingo. O Senado havia aprovado a PEC em 14 de outubro, em dois turnos, por 75 votos a 1 em cada um.

A sessão solene teve a presença do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e do senador gaúcho Paulo Paim (PT-RS), segundo a Agência Câmara.

Prazos para empregadores e trabalhadores

A emenda foi publicada em edição extra do Diário Oficial da União no mesmo dia, 16 de outubro. A transição é gradual: 42 horas em dois meses e 40 horas em um ano e dois meses. Na prática, a escala 5x2 e o limite de 42 horas valem a partir de 16 de dezembro. O teto de 40 horas chega 14 meses depois da publicação.

Perguntas frequentes

Quando começa a jornada de 42 horas com a escala 5x2?

A jornada máxima de 42 horas e a escala 5x2 valem a partir de 16 de dezembro.

Quando a jornada cai para 40 horas?

O teto de 40 horas chega um ano e dois meses após a publicação da emenda, em 16 de outubro.

Qual a mudança para o trabalhador com carteira assinada?

Dois dias de repouso remunerado por semana, sem redução salarial.

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