Chile tem 110 detidos em atos do aniversário da revolta de 2019, 41% mais que em 2025
Primeira manifestação sob o presidente José Antonio Kast deixou 14 carabineiros e quatro civis feridos; o governo fala em "delinquência pura e simples".
Redação Bairrista · Repórter de Geral · · 2 min de leitura

O Chile registrou 110 detidos no domingo (18), no sétimo aniversário da revolta social de 2019. Segundo o balanço do governo, 99 deles foram presos na Região Metropolitana de Santiago, e o saldo inclui 14 carabineiros e quatro civis feridos. Foi a primeira marcha da data sob o governo de Kast.
O número de detidos subiu em relação ao ano passado, mesmo com menos ocorrências. O ministro da Segurança Pública, Martín Arrau, disse que os 43 eventos registrados representam 45% menos que em 2025. Já os 110 detidos são 41% mais que no ano anterior. Para ele, foram "eventos mais violentos que o ano passado".
Balanço por região e por tipo de ocorrência
A estimativa oficial é de 2.500 a 2.800 pessoas na manifestação principal, no centro de Santiago, com 5.116 carabineiros mobilizados. Fora da capital, houve detidos em Valparaíso (seis), Ñuble (quatro) e Los Lagos (um).
Entre os detidos, 85 são adultos e 25 são menores de idade. A maioria foi presa por desordem pública (44). Outros motivos foram infrações à lei de drogas (8), à lei antibarricadas (7) e lançamento de objetos (7). Entre os 43 eventos, houve 23 manifestações ou aglomerações com corte de trânsito não autorizado e 11 barricadas. Dois ônibus foram atacados, e um deles foi queimado.
Governo promete acompanhar cada detido
Arrau classificou os atos violentos como crime. "Isso é delinquência pura e dura, é anarquismo, é gerar desordem e instabilidade", afirmou. Ele também disse que há quem confunda o direito à manifestação pacífica com violência e delitos.
Nesta segunda (19), na reunião do gabinete, Kast anunciou "seguimento permanente" dos detidos. O presidente disse que a eles será aplicado "todo o rigor da lei". Também criticou lideranças políticas que não pedem as autorizações necessárias para as marchas. Quem convocar manifestações sem pedir permissão, avisou, enfrentará a "força da lei".
A revolta de 2019 levou milhões de chilenos às ruas por melhorias em saúde, educação e aposentadorias. O movimento impulsionou um processo constituinte, e as duas propostas de nova Constituição foram rejeitadas em plebiscito.
Próximo passo: a Subsecretaria de Segurança Pública analisa caso a caso os detidos para apresentar as queixas judiciais cabíveis.
Saber mais
- El Mostrador – Balance del 18-O
- La Tercera – Arrau entrega balance do 18-O
- El Dínamo – Arrau e o balanço do 18-O
- Cooperativa – Arrau e o vandalismo no 18-O
- Cooperativa – Kast anuncia seguimento permanente
- T13 – Kast sobre os distúrbios da marcha do 18-O
- Insular FM – Arrau e as manifestações do 18-O
- Paislobo – Balanço do Ministério da Segurança
- Aurora Noticias – Balanço do governo por 18-O
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