Chanceleres do Irã e do Egito se reúnem em Bagdá e falam de Ormuz e do Iêmen
Abbas Araghchi culpa EUA e Israel pela insegurança no estreito e diz que Teerã pode ajudar a encerrar a guerra entre sauditas e houthis.
Redação Bairrista · 17 de outubro de 2026 às 09:58 · 2 min de leitura

O chanceler do Irã, Abbas Araghchi, se reuniu com o do Egito, Badr Abdelatty, neste sábado (17), em Bagdá. O encontro foi à margem da reunião do Conselho de Ministros das Relações Exteriores da Organização de Cooperação Islâmica (OCI). A 52ª sessão do órgão termina no domingo (18).
O Estreito de Ormuz é rota vital para o petróleo e o gás do mundo. O Irã mantém um estrangulamento sobre a passagem desde fevereiro, quando EUA e Israel atacaram o país. Qualquer sinal de saída diplomática para o impasse mexe com o mercado de energia, que alcança o preço dos combustíveis no Brasil, inclusive nos postos do RS.
O que Araghchi disse sobre Ormuz e o Iêmen
Araghchi afirmou que a situação atual em Ormuz é consequência dos ataques aéreos dos EUA e de Israel contra o Irã.
Ele disse que os ataques lançados em 28 de fevereiro seguem em curso, de outras formas.
O iraniano também ofereceu ajuda para encerrar o conflito no Iêmen. Araghchi disse que mais de uma década de tensões mostrou que a guerra iemenita não se resolve por meios militares.
A declaração consta de texto divulgado em seu canal no Telegram.
Guerra no Iêmen voltou a esquentar em julho
A guerra civil iemenita estava congelada e foi retomada em julho, com a coalizão liderada pela Arábia Saudita de um lado e os houthis de outro. O conflito chegou ao território saudita.
Em telefonema recente com Araghchi, Abdelatty disse que não há justificativa para os ataques contra a Arábia Saudita e que eles não podem ser aceitos.
Os dois chanceleres já haviam conversado por telefone. A ligação foi nesta terça (13), com foco na situação no Iêmen e nos esforços diplomáticos para reduzir as tensões.
Serviço
A 52ª sessão do Conselho de Ministros da OCI acontece em Bagdá, no Iraque, neste sábado (17) e no domingo (18) . O encontro reúne chanceleres de 57 países islâmicos, e a questão palestina está entre as prioridades.
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